O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 29/11/2020
“Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. “A Canção do Exílio, do poeta brasileiro Gonçalves Dias, foi composta quando o escritor se encontrava em Coimbra, e ressalta o patriotismo e o saudosismo em relação à terra natal. Ao contrário do que é expresso pelo autor no poema, hoje os sentimentos dos brasileiros em relação à sua pátria são de descontentamento e insatisfação, em virtude, principalmente, da desigualdade social e da corrupção tão predominante no país.
Precipuamente, é preciso pontuar que historicamente o Brasil é marcado por profundas desigualdades sociais. De acordo com o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) o país é o sétimo mais desigual do mundo e tem o segundo maior índice de concentração de renda. Esses dados resultam da ausência de atuação das autoridades governamentais e é um alerta para urgência de estratégias efetivas para combater esse problema.
Ademais, no que se refere ao cenário político, os constantes escândalos de corrupção e sobretudo, a impunidade dos corruptos tornou a população cética em relação a mudanças. Nesse sentido, o pensador Thomas Hobbes afirma que “o estado é responsável por garantir o bem estar da população”. Ou seja, cabe ao estado assegurar que todos usufruam de seus direitos de forma igualitária e equitativa. No entanto, isso não ocorre no Brasil e por isso o sentimento de orgulho de ser brasileiro está em extinção.
Diante disso, urge a necessidade de iniciativas para mudar essa realidade. Para isso, o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Cidadania e da Economia realizará diversas ações. Isso deve ocorrer por meio da criação de políticas públicas para saúde e educação, equilíbrio do sistema tributário através da redução de tributos sobre consumo e aumento sobre o patrimônio e combate a corrupção através de reformas políticas. Assim será possível resgatar o patriotismo do brasileiro como o expresso na Canção do Exílio.