O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Apresentada no Teatro Municipal de São Paulo, durante o ano de 1922, a Semana Brasileira de Arte Moderna representou a ruptura com o academicismo estrangeiro e a instalação da verdadeira estética nacional. Entretanto, tais ideais perderam força atualmente e a noção de patriotismo, bem imprescindível para a identidade cidadã, torna-se cada vez mais periférico. Nesse sentido, fatores como a marginalização social e a inércia midiática são responsáveis pelo estado crítico da problemática.
Vale destacar, incialmente, o descaso nacional para com as classes baixas como aspecto relevante. Sob esse viés, a canção ‘‘Pátria Que Me Pariu’’, do brasileiro Gabriel Coutinho, afirma que o respeito pela nação é comprometido pela condição de miséria, comum na realidade de grupos marginais. Dessa forma, nota-se que a precariedade nos serviços públicos de saúde, educação, moradia e segurança, somada à invisibilidade social, inviabiliza e contradiz o sentimento de pertencimento e unidade. Portanto, o presente panorama é excludente e, por isso, deve ser alterado.
Além disso, cabe ressaltar o silêncio dos meios de comunicação acerca da temática como agravante. Nessa perspectiva, o sociólogo Bourdieu, em seu conceito de ‘‘Violência Simbólica’’, define todos os grupos comunitários que se omitem de sua função como agentes de agressão. Assim sendo, a mídia, por não divulgar frequentemente as belezas e riquezas nacionais, comete um desserviço e configura-se como violenta. Logo, medidas devem ser postas em prática para induzir e generalizar o amor patriota.
Diante disso, compete ao Ministério da Economia assistir as minorias, por meio da criação de um projeto de lei. Por sua vez, esse projeto deve redistribuir os investimentos tributários, aumentando em 25% os recursos empregados em áreas sociais e estratégicas. Com isso, objetiva-se combater as situações de abandono público. Ademais, cabe à iniciativa privada das comunicações circular semanalmente campanhas informativas acerca dos patrimônios nacionais, a fim de fomentar o conhecimento. Dessa maneira, os ideais presentes em 1922 voltarão a vigorar.