O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Para o escritor Lima Barreto, no livro oTriste fim de Policarpo Quaresma, o patriotismo é o sentimento de orgulho, amor, devolução e deveção à pátria, aos seus símbolos e ao seu povo. Contudo, no hodierno, essa ideia não permaia grande parte da população, o que tem colocado o patriotismo em questão no Brasil. Dessa forma, em razão da falta de entendimento quanto ao que é patriotismo e, consequentemente, do quanto isso afeta o exercício da cidadania, emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.
Primeiramente4, é preciso salientar que a escassez de conhecimento acarca do patriotismo inviabiliza o exercício desse sentimento. Sob esse viés, segundo Michel Foucalt, filósofo e escritor, na sociedade pós moderna muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Por essa ótica, desconhecer os sentimentos que fazem do brasileiro um patriota, implica diretamente na desvalorização da cultura e do chão brasileiro e conseuqente supervalorização do que é estrangeiro. Diante disso, verifica-se uma lacuna entorno dos debates sobre essa problemática, que contribui para a falta de conhecimento da população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.
Em segundo plano, consoante ao filósofo Imanuel Kant: “o ser humano é resultado da educação que teve”. Nessa perspectiva, a falta de entendimento diante dos direitos e deveres do ser patriota está intrisecamente ligada ao não exercício pleno da cidadania. Nesse contexto, se há um problema social, há uma lacuna educacional. No que tange ao patriotismo em questão no Brasil, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que, de acordo com a revista “Politize”, 80% das escolas brasileiras não discutem direitos e deveres nas salas de aula, também, não cantam o hino nacional brasileiro comprometendo, assim, a sociedade.
Portanto, diante dos fatos supracitados, é preciso que as escolas, junto às prefeituras, promovam debates no ambiente escolar sobre o patriotismo e como exercê-lo.Tais eventos podem ocorrer no contraturno, ministrado por professores e antropólogos que dominem o assunto, esclarecendo dúvidas, direitos e deveres. Por fim, os encontros devem ser abertos à comunidade, afim de que a questão se torne conhecida pela comunidade e possa ser revertida, favorecendo o exercício pleno da cidadania.