O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
A Semana da Arte Moderna deu início a um importante movimento artístico: a Primeira Geração Modernista, crucial para a exaltação da pátria e da cultura nacional. Hodiernamente, no entanto, vê-se que aquele patriotismo foi suprimido, fato que configura grave problema. Nesse sentido, cabe analisar a situação social do país e como os indivíduos contemporâneos se relacionam com a questão patriótica.
Sob esse viés, nota-se que os cidadãos não tem noção de pertencimento no Brasil. De acordo com o professor e ambientalista Paulo Nogueira Neto, o território é reflexo do homem. Tendo isso em vista, constata-se que o futuro grandioso aludido no hino nacional não pode ser alcançado sem o comprometimento dos sujeitos da sociedade. Sendo assim, infere-se que o sucesso do país depende do patriotismo de seus habitantes, que está prejudicado.
Além disso, o individualismo adquirido com a globalização do mundo contemporâneo é um empecilho. Conforme o conceito de “Cegueira Moral”, de Bauman, o homem está, cada vez mais, individualista e, consequentemente, banaliza os problemas de ordem coletiva. Dessa forma, nessa era tecnológica, de ritmo acelerado, a atenção está voltada para as realizações pessoais e a indiferença com a coletividade prevalece. Com isso, compreende-se que o patriotismo, gradativamente, perde seu destaque para os interesses particulares.
Logo, urge que medidas sejam tomadas para mitigar os impasses supracitados. Portanto, as escolas devem estimular as crianças e os jovens a terem vontade de conhecer mais sobre o país e sua diversidade, por meio de visitas a museus, a exposições culturais brasileiras e a parques florestais. Dessa maneira, os alunos formarão novamente uma reforçada identidade nacional. Com efeito, a nação canarinha caminhará para a grandiosidade exaltada tanto no hino nacional, quanto nas obras artísticas do Modernismo.