O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 03/02/2021

No início do século XIX, sucedeu-se a Unificação Italiana, a qual se caracterizou pela força do nacionalismo em unir grupos divergentes, como trabalhadores rurais, urbanos e a burguesia, em prol do desejo de destituir o absolutismo e reunificar os oito estados independentes. Nesse contexto, observa-se a importância e o poder transformador da identificação com a pátria, a qual provoca a harmonia e o exercício da cidadania, fortalecendo uma nação. Sob tal óptica, no território nacional, o patriotismo demonstra-se um sentimento coibido devido, substancialmente, à negligência estatal e à cultura de inferiorização.

Nesse sentido, a Constituição vigente decreta que todo e qualquer indivíduo detém o direito à liberdade, à igualdade, à propriedade, à segurança, à educação e à saúde. Nesse viés, a indiligência constitucional é um principal fator em inibir significativamente o patriotismo no Brasil, dado que se torna improvável o orgulho e o amor a uma nação com diversas esferas problemáticos, tal como elevados índices de criminalidade, desigualdade social e corrupção. Face ao exposto, o abandono da concessão e a negligência brasileira, muitas vezes, acarreta sentimentos antagônicos ao nacionalismo: insatisfação, aversão a situação atual do país e, por conseguinte, a não prática da cidadania.

Além disso, a citação de René Descartes: “Quando gastamos tempo demais a viajar, tornamo-nos estrangeiros no nosso país”, faz uma reflexão sobre a crucialidade de se identificar com sua terra natal e nela se desenvolver. Análogo a isso, na hodiernidade, há uma intensa cultura de depreciação do Estado realizada pelos próprios brasileiros, em razão da constante comparação com outros países e da ausência de uma educação moral aos indivíduos, causando a mitigação do patriotismo, o aumento da emigração e a inferiorização cultural e social. Posto isso, o território nacional finda em não se tornar um espaço de pertencimento, e sim de desvalorização, facultando em inúmeras dificuldades nos âmbitos sociais, econômicos e políticos, como a fragilidade ideológica da população.

Portanto, a fim de resolver a problemática apresentada, cabe aos órgãos do Estado, a título de exemplo o Poder Judiciário, executar, por meio de planejamentos e ações estatais, os direitos civis decretados, tornando o Brasil um país mais desenvolvido e igualitário, para que haja o aumento do essencial sentimento de identificação a pátria. Outrossim, compete ao Ministério da Educação inserir, por intermédio de planos e estudos, uma educação cultural e moral nas escolas, com o fito de que os indivíduos compreendam a importância da cultura brasileira e do nacionalismo.