O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 10/11/2021
O livro “Manifesto Antropófago”, do poeta modernista Oswald de Andrade, tinha como objetivo refletir sobre a dependência cultural do país e, consequentemente, excluir o eurocentrismo da arte brasileira. Consoante a isso, o livro torna-se essencial quando o patriotismo ainda é uma questão no Brasil, visto que a população sofre com a falta de um sentimento patriótico. No que concerne a essa problemática, é impreterível realizar uma análise sócio-histórica do Estado brasileiro.
A princípio, o escritor Nelson Rodrigues, conceitua a expressão “complexo de vira-lata”, em que o brasileiro se estabelece, voluntariamente, inferior ao resto do mundo. Sob tal ótica, o país, historicamente, teve a cultura europeia valorizada em detrimento das demais e, por consequência, a ineficiência em unificar os traços culturais presentes na nação. Então, observa-se a carência de um sentimento de pertencimento à pátria na sociedade hodierna.
Ademais, no século XX, os pensadores da Escola de Frankfurt criam o conceito de Indústria Cultural, em que remete à um recurso capitalista que aliena a população por intermédio de veículos midiáticos. Nesse sentido, os indivíduos não são incapazes de adotar uma postura patriótica, uma vez que a arte da ilusão — proporcionada pela Indústria Cultural — em conjunto com o baixo senso crítico impedem o patriotismo. Logo, fica claro os obstáculos para o desenvolvimento nacional e, dessa forma, faz-se necessário mecanismos que modifiquem o cenário atual.
Portanto, perante o pressuposto, é imprescindível a adoção de medidas que garantam o patriotismo na contemporaneidade. Por isso, é dever do Ministério da Educação, por meio da Base Nacional Comum Curricular, introduzir debates, palestras e atividades lúdicas sobre a questão do patriotismo no Brasil, a fim de garantir uma educação crítica e discernidora. Somente assim, os ideais de Oswald de Andrade tornar-se-á realidade, e a comunidade poderá usufruir dos benefícios patriotas.