O patriotismo em questão no Brasil
Enviada em 09/07/2021
O poder coercitivo de uma sociedade defendido por Emilé Durkhein, estabelece que uma característica em comum a um grupo, faz com que esse, sinta-se pertencente ao círculo. Nesse sentido, o patriotismo presente em culturas modernas, foi prejudicado a medida que disputas ideológicas entre partidos, tornou-se algo pessoal a cada cidadão determinado pela representatividade, ou não, de seu posicionamento. Com isso, a atividade passou a ser erradicada, fato que deve ser revertido a partir de uma medida feita pelo Estado.
Em primeira análise, o nacionalismo torna possível que exista tal sensação nas pessoas, a partir da apreciação e do amor ao país de nascença. No entanto, tais aspectos passaram a ser relacionados às questões políticas, por conta do pluripartidarismo atual. Por consequência, brasileiros deixaram de apreciar a cultura local em detrimento aos problemas relacionados à gestão pública. Prova disso, é a forma como alguns seres justificam a atual situação administrativa, acusando o partido no poder de tal cenário, o qual, muitas vezes, é divergente ao que tal indivíduo apoia.
Em segunda análise, governos com sistemas unipartidários, ao criarem uma homogeneidade governamental, evitaram que tais oposições existissem ao usarem discursos patrióticos exacerbados, os quais defendiam a necessidade de salvar a nação. Nesse contexto, líderes promoveram um discurso de ódio que defendia o uso da força. Exemplo disso foram as correntes do fascismo e nazismo durante o período entre guerras, as quais foram marcadas por forte xenofobia e racismo decorrente do discurso que colocava não nacionalistas como traidores. Face ao exposto, a grande quantidade de partidos faz com que exista uma maior divisão entre os sujeitos nas épocas eleitorais, culminando com o problema abordado.
Dessa forma, torna se necessário, uma medida feita pelo governo para que todos os grupos políticos alternem em mandatos. Para isso, o Congresso Nacional, fazendo uso do poder legislativo, deve criar uma lei que proíba a eleição consecutiva de um mesmo partido, a partir de 2022, ano marcado para o próximo processo eletivo de presidente no Brasil. Além disso, o número de candidatos não deve ser superior a seis, os quais seguindo a proposta, só poderão participar novamente após oito anos transcorridos desde a primeira tentativa. Assim, seguindo a proposta do Utilitarismo, medidas devem ser feitas a fim de buscar benefício para o maior número de seres humanos possível, o que será feito na medida em que mais ideologias partidárias possam ser representadas no poder.