O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 08/11/2021

A obra “Fudanção” de Isaac Asimov retrata uma civilização que perde o vínculo de identificação com o poder central, que se mantém inerte diante da questão, o que eventualmente ocasiona a ruína do Império da narrativa. Nesse contexto, assim como na obra, o vínculo nacional - o patriotismo - é tratado com negligência no Brasil. Desse modo, o novo modelo produtivo globalizado e o contexto familiar são as causas do problema e devem ser enfrentadas.

Em primeiro plano, o paradigma de produção contribui para o desaparecimento do sentimento patriótico. A esse respeito, a Globalização - processo de integração produtiva marcado pela eliminação das barreiras nacionais - uniu os indivíduos do planeta por meio das tecnologias de comunicação. Ocorre que, a referida união acaba por remover a importância do vínculo nacional  e retira a relevância do Estado-nação da vida dos indivíduos. Logo, é inaceitável que os valores nacionais sejam suprimidos dessa maneira.

Ademais, a decadência da família também é responsável pela redução do patriotismo. Com efeito, a obra “Primo Basílio” de Eça de Queirós narra a família moderna e como a sua função cívica sofre intensa erosão nos dias atuais. Nesse aspecto, a instituição familiar se mostra incapaz de transmitir os princípios morais básicos, como o vínculo nacional, e colabora para a lamentável situação da nação. Assim, a apatia do ambiente doméstico é uma grave face da problemática.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para fortalecer o patriotismo no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve criar um programa de formação cívica, por meio de aulas, palestras e atividades extracurriculares ministradas nas escolas, com a finalidade de recuperar o vínculo nacional da população e assim fortalecer a identificação com o Brasil. Somente assim, por meio da educação, será possível evitar que o país caminhe para o mesmo destino do Império da obra de Asimov.