O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 12/10/2022

“E diga o verde-louro dessa flâmula/Paz no futuro e glória no passado”. Esse trecho do Hino Nacional exprime o desejo do brasileiro. Ter orgulho da nação, porém, se torna difícil, seja pela violência crescente - que ameaça dias pacíficos, seja pela marginalização da própria cultura - desonrando outrora.

Em primeiro lugar, os brasileiros se condicionaram a ficar em estado de alerta e medo para com suas vidas. Segundo a Exame, o Brasil é considerado um país de “alto risco” de violência, em relação a todo o mundo. Também foi registrado, de acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que o Brasil tem a terceira maior taxa de roubos da América Latina. No mesmo, dentre as influências para o crime, está a falta de educação - 51% dos homens e 45% das mulheres não completaram o ensino médio.

Por outro lado, a raíz do povo brasileiro está na cultura africana e indígena, reprimida pela colonização Europeia. Desde esse momento a desigualdade se instalou justaposta ao preconceito com as matrizes dos povos que não são brancos. Para exemplificar, a rezadora indígena, Alda Silvia, diz: “(os missionários) falam que cocar, brinco e colar é coisa do diabo”, segundo a UOL. E em um relato, o G1 afirma que 8 em 10 vítimas de homicídio no Brasil são negras. Sendo assim, percebe-se a consequência da abrupta abolição da escravatura - promulgação da Lei Áurea sem previsão de integração dos ex-escravizados.

Portanto, para minimizar a desigualdade social e violência no país é preciso da ajuda do Ministério da Educação. Por intermédio de palestras conscientizadoras para as escolas de rede pública e particular, as crianças e adolescentes conheceriam as suas raízes de forma natural e sem preconceitos. Desse modo, poderá ser verossímel o pratriotismo do Hino em que, de amor eterno, o Brasil é símbolo.