O patriotismo em questão no Brasil

Enviada em 31/10/2022

Na obra “Canaã”, de Graça Aranha, a superioridade de poder é trabalhada quando o indivíduo usa da influência que tem para oprimir e, sobretudo, enganar os mais frágeis. Nessa perspectiva, os indivíduos que penam com tal ação não se sentem acolhidos pelas autoridades, na qual excluem os mais vulneráveis e coloboram para a perda do sentimento patriótico dessa sociedade. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha o país.

Essa assertiva deriva, em especial, da pifía atuação da máquina estatal nessa área. Na ótica de Platão: “A parte ignorada é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de ausência de infraestrutura, educação, espaços de lazes e segurança em locais mais precários se tornam comuns. É indicativo para se exigir uma ação mais urgente do Estado, uma vez que a “parte ignorada” não se sente pertencida a essa pátria, pois as autoridades não oferecem nenhum suporte ou orientação para essas mazelas, com isso essa coletividade recolhe todo o azedume dessa banalização. Logo, mostra-se um governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na dialética de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou: “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Nesse contexto, quando os indivíduos não enxergam o valor de sua pátria com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos relegados ao limbo da desinformação cultural, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como a desigualdade que contribui para a falta de identidade nacional e, por tabela, uma formação cultural que não prestigia os elemenstos que formam a nação.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Poder Público deve intensificar os investimenos nessa esfera, por meio de verbas destinadas para a solução dessas mazelas, ampliando a rede ensino das escolas públicas e promovendo um ambiente em que a sociedade possa viver em harmonia e amor ao seu país, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Dessa maneira, para que a obra “Canaã” deixe de ser uma realidade brasileira.