O poder de integração dos meios de comunicação no século XXI
Enviada em 13/08/2020
Segundo o sociólogo Durkheim, “o homem mais do que formador da sociedade, é um produto dela”. Nesse sentido, ao observar a problemática que envolve o poder de integração dos meios de comunicação no século XXI, verifica-se a necessidade de adotar medidas interventivas capazes de reverter números como os 25%, de acordo com o IBGE, dos brasileiros que não possuem acesso à internet no Brasil. Tal fato permite afirmar que a resolução dos entraves referentes à dependência e vício do mundo virtual e a exclusão de pessoas que não podem participar desse ambiente interativo possibilitará a formação de uma sociedade mais democrática.
Apesar de o filósofo Locke defender que “onde não há lei, não há liberdade”, a sociedade brasileira, somente por meio de sua Constituição Federal, não garante de fato a integridade psíquica. A razão para os entraves que permeiam a série de problemas em questão está no uso excessivo dessa ferramenta digital, o que causa um vício encima de um mundo fictício. Isso ocorre, pois, principalmente, nas redes sociais acontecem a superexposição da vida pessoal do usuário, que, em muitos casos, propagam um padrão de vida quase inatingível. Com isso, os jovens se isolam do mundo real em busca de aventuras virtuais que possam ofertar um caminho para o desejado arquétipo, que quando não alcançado pode culminar em transtornos psicológicos.
Consequentemente, o resultado disso é a exclusão das pessoas que não têm acesso a esse meio. Isso se explica no fato de, ainda no século XXI, existirem mais de 50 milhões de indivíduos no Brasil que, por questões financeiras, são impossibilitados de participar dessa realidade atual. Vale ressaltar que é de extrema importância, para a socialização na comunidade e grupos sociais, navegar nas mídias digitais e marcar presença em aplicativos de interação como, por exemplo, o Facebook, Instagram e etc.
Portanto, é essencial buscar soluções para combater a dependência e a exclusão de certa parte da população, já que como diria Sartre: “o homem tem de se inventar todos os dias”. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação promover, nas escolas, ambientes capazes de fazer uma desintoxicação digital por meio de atividades ao ar livre ou em locais que propiciem um momento de relaxamento, para que diminua os índices de jovens viciados em internet. De modo complementar, a prefeitura, com apoio da mídia, deve ofertar bibliotecas públicas nas cidades com computadores, que por meio da divulgação em “outdoors” possa amenizar os números de indivíduos desprivilegiados. Espera-se que, com ações desse tipo, esse entrave seja sanado.