O poder de manipulação das mídias
Enviada em 29/10/2020
Por volta do final da década de 60, durante a Guerra fria, havia uma grande necessidade para que os aliados compartilhassem estratégias entre si; com isso, ia se dando origem, aos poucos, as mídias de comunicação como hoje se conhece. O surgimento destas foi um marco irreversível na forma de transporte de informações na sociedade, proporcionando as pessoas terem acesso aos dados em questões de segundos. Contemporaneamente, a mídia exerce um grande poder sobre a forma e o modo de pensar das pessoas; sendo ela, um dos principais, senão o principal, vetor em manter os cidadãos atualizados sobre o mundo.
Visto isso, conforme uma pesquisa apresentada no site da Secretaria de Comunicação Social do governo, em 2016, constou que quase 8 em cada 10 pessoas se informam pela televisão ou internet. Ademais, é notório ressalta também, que esses meios mais utilizados pelos brasileiros, em grande maioria, são de frequência diária, consoante a fonte da matéria. Deixando-se a questionar: “a mídia realmente deveria ter tanta prevalência na obtenção das atualizações que recebo?” ou mais “são realmente fontes relevantes e seguras?”. O poder que a mídia tem em manipular as informações a serem passadas não deve ser esquecido, afinal, possuem um público de cerca de 4/5 da população – sendo esses veículos as fontes em que as pessoas acreditaram e repassaram as informações.
Outrossim, no Brasil é vigente a Lei da Imprensa, que dá o direito dela comunicar livremente ao público as informais e matérias que irá transmitir; contudo, faz parte desse artigo constitucional, que ela é responsável pelos possíveis abusos que pode cometer, como a transmissão de notícias caluniosas. Rui Barbosa disse: “A imprensa é a vista da nação”. É aceitável e atual seu pensamento; porém, o “visto” pode ser derivado das manipulações por trás, justamente para que seja visto o que desejam. A mídia exerce forte influência na construção do pensamento dos indivíduos; logo, cabe a eles filtrarem de onde recebem e a veracidade dos fatos; senão, teriam que se conformar com aquilo recebido, como disse Raul “quem não tem colírio, usa óculos escuros.”
Portanto, cabe aos poderes do país, a República do Brasil, o governo criar uma interligação mais precisa com a mídia. Desenvolvendo aplicativos, aperfeiçoando as normas já existentes e tornando a fonte da matéria obrigatória, com a devida argumentação apresentada de modo claro e objetivo ao público, alertando e esclarecendo através do aplicativo, notícias falsas que podem está circulando. Desta forma, os brasileiros receberam as manchetes com escritas bem trabalhadas e sem manipulações de cunho pessoal sobre os fatos – algo que um jornalismo sério deve apresentar –; sendo a população capacitada em utilizar o colírio da maneira certa.