O poder de manipulação das mídias
Enviada em 20/01/2020
O livro “Fahrenheit 451”, do autor Ray Bradburry, retrata uma realidade distópica, cujo os bombeiros da época, tem por objetivo incendiar os livros ao invés de apagar os incêndios, deixando os cidadãos a mercê da manipulação midiática. Não tão distante da ficção, nossa sociedade vivencia a ausência de busca por conhecimento crítico, com a proliferação de conteúdo selecionado pela mídia, com o fim de manipular o pensamento do espectador. Bem como, a transmissão de informações com linguagem ingênua, tratando o indivíduo com certa imaturidade.
Primeiramente, insta salientar, que a ausência de conhecimento crítico, torna o indivíduo muito mais propício a sofrer manipulação midiática. Em assim sendo, a mídia, sabendo dessa ignorância, acaba apresentando determinados conteúdos com a tendência a pender para algum lado, o qual seja mais viável para a emissora.
Por conseguinte, a linguagem apresentada pela mídia, em geral, é simples e de fácil compreensão, como se todos os telespectadores fossem adolescentes de 15 anos. Neste ínterim, a retórica apresentada pelo telespectador, normalmente, é desprovida de reflexão crítica, e o mesmo responde como um ser ininteligível, como adolescente fosse.
Desta forma, acaba intrinsecamente doutrinando o espectador. Apresentando a realidade de forma distorcida, e o indivíduo complexado pela ignorância, tendo a mídia como uma figura de autoridade, acaba por ceder a opinião formulada pela mídia, como se sua fosse.
Portanto, o indivíduo deve elevar o seu senso crítico, buscando conhecimento técnico no tocante a diversos temas, dos assuntos mais diferenciados possíveis, tendo como base sempre fontes confiáveis. Desta fortalecerá sua reflexão atinente a qualquer tema, realizando o devido juízo de valor da informação apresentada mídia. Consequentemente, ficará mais insuscetível a ser manipulado pela opinião “individual” da emissora, filtrando apenas o néctar da informação apresentada, não se tornando marionete da doutrinação midiática.