O poder de manipulação das mídias
Enviada em 19/01/2020
Segundo as ideias defendidas pelo filósofo Zygmund Bauman, vive-se atualmente um período de “liberdade ilusória”, já que o mundo globalizado não só possibilitou novas formas de interação com a avalanche de conhecimentos, mas também abriu brechas para a manipulação e alienação da população. Assim, os usuários são inconscientemente analisados pelo sistema e, à eles, são apresentados o mais atrativo e já moldado nos ideais de quem os tem como massas de manobras. Sendo assim, fazendo acreditar que telespectadores estão no controle da situação.
De maneira análoga, para o filósofo Noan Chomsky, a mais usual das estratégias de manipulação em massa é a distração, e esta, como forma de pirotecnia, consiste, basicamente, em direcionar a atenção do público para temas totalmente irrelevantes ou fúteis. Destarte, obtém as mentes das pessoas ocupadas com temas fúteis ao invés de estimularem a crítica social em cima de temas imprescindíveis, os quais deveriam ser refletidos e discutidos em sociedade. No livro 1984 de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que um estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de moldar a opinião pública. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Orwell pode ser relacionada ao mundo cibernético do século XXI.
Gradativamente, as mídias e sistemas de inteligência artificial corroboram para a restrição de informações disponíveis, tornando passivo o usuário em suas escolhas.
Portanto, é mister que o estado crie projetos afim de amenizar a problemática midiática. Afim de conscientizar a população brasileira a respeito do imbróglio, se faz necessário que o Ministério de Educação desenvolva medidas como campanhas publicitárias em redes sociais, afim de clarificar à massa a utilizar um “filtro” no que ela absorve das mídias, com o objetivo de acabar com a alienação, passividade e acima de tudo, é claro, a manipulação dos mesmos.