O poder de manipulação das mídias
Enviada em 29/03/2020
Durante o Regime Ditatorial Brasileiro, no papel, findado em 1985, a imprensa tradicional sofreu com os decretos que visavam a censura. Foi nesse contexto que a imprensa alternativa surgiu com o papel de criticar e satirizar as práticas do governo que iam contra o entendimento geral de ética. Tornou-se, assim, evidente o papel da mídia, mesmo parcial, desde que em prol da verdadeira democracia.
No que tange à reabertura da liberdade de imprensa após a Ditadura de 1964, é essencial destacar que é um processo contínuo e essencial para a continuidade do modelo político instaurado. A ascensão da liberdade de expressão concretizada necessita do senso crítico da população, uma vez que a politicagem, por exemplo, ao polarizar visões políticas, torna a análise abstrata, imprecisa e cheia de pré-conceitos. Além disso, o senso crítico evita que algum órgão judiciário tenha poder de censura sobre os veículos de notícia, já que em tempos de internet a coletividade é mais facilmente atingida.
Outrossim, é importante que haja a diferenciação entre a notícia e a opinião. Se por um lado veículos alternativos da época ditatorial como Opinião e Movimento eram parciais, por outro, deixavam claro isso, de forma a evitar sofismas e outros recursos manipulativos. Weber defendia que era impossível haver total imparcialidade mas reafirmava a necessidade de busca-la. Assim, ao evitar o uso de imagens tendenciosas em uma reportagem aparentemente imparcial ou escrever um texto expondo dados conhecidos de ambos os lados, haverá maior ganho no sentido democrático.
A liberdade de expressão, essencial na democracia, portanto, só se efetiva com a liberdade de imprensa. É necessário que medidas educativas sejam tomadas por parte do Ministério da Educação, como reformar a grade de história do ensino fundamental. Trabalhar a história da imprensa é fundamental, por exemplo, é fundamental, além de capacitar o cidadão ao conhecer os caminhos para evitar censura.