O poder de manipulação das mídias
Enviada em 15/05/2020
No ano de 1964, ocorreu um golpe de Estado, o qual encerrou o governo do presidente eleito democraticamente, João Goulart, e iniciou a ditadura militar no Brasil. Diante desse acontecimento, a Rede Globo foi responsável por noticiar o ocorrido com conformidade, como consequência, a emissora influenciou grande parte de seu público à apoiar a ditadura no Brasil. Entretanto, os oligopólios midiáticos, infelizmente, influenciam grande parte de seus espectadores atualmente. Logo, pode-se dizer que essa situação é decorrente da grande privatização dos meios de comunicação e da relação dos oligopólios a religiosidade.
Em primeira análise, o poder da manipulação das mídias é um problema, pois afeta a democracia e influencia os pensamentos da sociedade contemporânea. Destarte, o Brasil possui uma alta privatização nos meios de comunicação, nesse contexto, segundo uma pesquisa realizada pelo Monitoramento da Propriedade da Mídia, somente cinco famílias controlam metade dos 50 veículos de comunicação de maior audiência no Brasil, com destaque a Rede Globo e a Rede Record. Sendo assim, é muito fácil de influenciar os pensamentos dos cidadãos, pois se trata de poucas alternativas para serem fontes de informação.
Ademais, uma reportagem realizada pela “The Listening Post”, aponta que além dos telejornais, esses grandes oligopólios midiáticos possuem vínculo com jornais impressos, redes sociais e também são relacionados a religiosidade, como o bispo Edir Macedo, proprietário da Rede Record. Dessa forma, é evidente a influência, pois se trata da comoção da fé e dos princípios individuais dos espectadores. Certamente, a confiança e a credibilidade gerada pelo público diante as redes jornalísticas são intensas, portanto, as notícias e informações geradas são fortemente seguidas e acatadas.
Diante do exposto, é necessário que o Governo Federal, juntamente ao Monitoramento da Propriedade da Mídia, diminuam a influência dos oligopólios midiáticos diante da sociedade. Contudo, essa ação pode ser feita por meio da criação de uma lei que limitará a quantidade de propriedades de cada rede, além de impedir o vínculo com a religiosidade. Para que assim, a sociedade possua mais alternativas como fonte de informação, com o objetivo de diversificar o senso crítico dos cidadãos, introduzindo a capacidade de reflexão, para evitar a influência e para acabar com os casos como aconteceu em 1964.