O poder de manipulação das mídias

Enviada em 25/05/2020

Em 2011, houve a promulgação da Lei de Acesso à informação, desde então ela vem combatendo a corrupção e as manipulações midiáticas. Porém, nos meios de comunicação ocorre a divulgação de diversas propagandas manipuladoras e o principal público alvo são as crianças e os adolescentes, como consequência pode ocasionar o desenvolvimento do consumo exagerado. Além disso, os jornais selecionam e manipulam os conhecimentos que irão ser repassados à população, por decorrência fomentando uma alienação dos indivíduos acerca dos verdadeiros problemas sociais.

Em primeira análise, segundo dados da pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito, apenas 31% dos brasileiros são consumidores conscientes, ou seja, isso é reflexo do excesso de publicidades manipuladoras na vida do cidadão. Da mesma forma, as propagandas que geram uma influência vertiginosa geralmente são focadas no público infanto-juvenil, pois o grupo é facilmente influenciado e seus ideais ainda estão em formação, os comerciais trazem ideais inexistentes e a fim de exemplificação, tem-se a ideia de comprar plena felicidade por meio de um produto. Outrossim, entre as decorrências geradas pode-se citar ao desenvolvimento de uma mente consumista na camada mais jovem da população e a promoção de mentes alienadas ainda na primeira fase da vida.

Sob um segundo olhar, os jornais e os meios de comunicação selecionam e manipulam o conhecimento que irá ser repassado à comunidade, ou seja, a mídia só divulga as notícias que são pertinentes a eles e promovem somente as informações que beneficiem a indústria de veiculação de informação. Ademais, isso fomenta uma população alienada aos problemas sociais, além de ir contra a Constituição Federal que profere que todos os indivíduos devem ter acesso à informação. Isso é consoante com o pensamento do poeta de Reinaldo Ribeiro, que profere que sempre haverá miséria onde a alienação tiver importância social, ou seja, a sociedade está condenada à pobreza se continuar alienada as questões sociais.

Por tal prerrogativa, é função do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promover uma conscientização populacional acerca dos perigos das campanhas publicitárias, sendo direcionada principalmente para os responsáveis de crianças e adolescentes, por meio de palestras e para que eles possam guiar os pequenos nas escolhas dos produtos consumidos e assim promover uma sociedade menos consumista. Além de que, a Indústria Midiática deve ser mais coerente nas informações repassadas à sociedade e caso haja uma desconformidade no meio, o Ministério da Justiça deve intervir e aplicar penalidades pelo ato impróprio e com a finalidade de ocasionar uma população menos influenciada pelas mídias, seguindo os princípios de Reinaldo Ribeiro.