O poder de manipulação das mídias
Enviada em 07/06/2020
No ano de 1997, o filme “o quarto poder” retratou bem o poder que a mídia exerce sobre a sociedade e até onde ela é capaz de chegar para aumentar a sua audiência. Este filme não retratou uma ficção, apenas realçou a realidade das grandes emissoras de televisão e o seu poder em manipular as informações de forma a tirar proveito financeiro e político, além de visar o próprio crescimento, deixando de lado o seu papel fidedigno em informar, denunciar, apurar fatos e transmiti-los de forma imparcial. Dessa forma, percebe-se que esse problema persiste por fatores de que as mídias visam derrubar os Governos de que não apoiam alguns conjunto de meios de comunicação e querem-se aproveitar desses fatos para ter muitas audiências e recursos financeiros.
Todavia, como bons cidadãos céticos, devemos duvidar ou ao menos manter certa ressalva de preposições imediatistas e aparentemente fáceis. As relações entre mídia e público são demasiadamente complexas, vão muito além de uma simples análise behaviorista de estímulo ou resposta. As mensagens transmitidas pelos grandes veículos de comunicação não são recebidas automaticamente e da mesma maneira por todos os indivíduos. Na maioria das vezes, o discurso midiático perde seu significado original na controversa relação emissor e receptor. Cada indivíduo está envolto em uma “bolha ideológica”, apanágio de seu próprio processo de individuação, que condiciona sua maneira de interpretar e agir sobre o mundo. Todos nós, ao entramos em contato com o mundo exterior, construímos representações sobre a realidade.
Convém mencionar ainda que dificilmente um sujeito de esquerda deixará de apresentar o mesmo posicionamento político após ler uma matéria na revista Veja, ou um direitista mudará suas ideias ao entrar em contato com publicações como Carta Capital e Caros Amigos. Um parâmetro de conduta hegemônico não surge apenas pela visibilidade midiática. Todas as ideias esboçadas nos meios de comunicação provêm de mecanismos psicológicos já existentes alhures. A onda de “linchamentos” ocorrida ano passado não foi consequência exclusiva dos programas policialescos ou dos discursos inflamados da apresentadora Rachel Sherazade, como equivocadamente interpretaram alguns. Nesse caso, os setores sensacionalistas da mídia somente reverberaram e reproduziram em larga escala preconceitos e ações que remetem aos primórdios da civilização.
Portanto, percebe-se que os meios de divulgação de informação continua a ser um sério problema a ser vencido pela sociedade brasileira. O Ministério da Justiça combater as manipulações das mídias em conjunto com o Governo Federal para diminuir os impactos terrorizante sobre a sociedade. Somente assim, o país alcançará a justiça social.