O poder de manipulação das mídias
Enviada em 08/06/2020
Na distopia “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, as pessoas limitam-se aos fatos propagados por aparelhos de televisão instalados nas casas ou em praças. Apesar de ficcional, a temática abordada na obra vai de encontro ao Brasil, posto que o veículo midiático tem o poder de manipular os indivíduos. Assim, faz-se necessário observar a influência no consumo social e no manuseamento das ideias. Em primeira análise, vale ressaltar que a persuasão na aquisição de produtos por parte dos meios digitais mostra-se como um desafio. Sob esse viés, a " Indústria Cultural" conceituada por Theodor Adorno possui como corolários o lucro acima de tudo e a idealização de produtos adaptados para consumo das massas. Nesse sentido, o avanço tecnológico permitiu que se perpetuasse o desejo de posse de bens, o que foi discutido por Adorno.
Outrossim, convém pontuar a interferência da mídia nos pensamentos dos indivíduos. Segundo o escritor Guy Debord, pelo fato da esfera digital ser midiatizada por imagens, o sujeito é manipulado, de forma que a opinião seja influenciada pela massa tecnológica. Com isso, a comunidade torna-se suscetível a alienação digital que, indiretamente, penetra na maneira de pensar sobre um asssunto.
Torna-se evidente, portanto, o poder de manipulação das mídias na sociedade brasileira. Desse modo, o CONAR(Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária)deve estimular a comunidade a denunciar atividades midiáticas que atuam no controle de ideias e que incentivam exageradamente o consumo, por meio da facilitação de canais de queixas que podem funcionar em todas as plataformas, a fim de diminuir a manipulação midiática. Logo, o tema da obra “Fahrenheit 451” ficará restrito à ficção.