O poder de manipulação das mídias

Enviada em 12/06/2020

No século XVII, a retórica foi um dos principais instrumentos utilizados por povos conhecidos como Sofistas. Trata-se da arte de “bem falar” e/ou persuadir. Podemos enxergar esse conceito, nos dias de hoje, através das várias mídias que tentam, a qualquer custo, convencer as pessoas daquilo que ela apresenta como sendo “bom” ou “de qualidade”.

Mormente, o Brasil é regido pelo sistema capitalista. As empresas, seja qual for seu âmbito comercial, visam exclusivamente o lucro. Diante disso, essas empresas se aliam as grandes mídias, formando uma espécie de “comércio midiático” com a finalidade de estimular o consumo. Com esse estímulo ao consumo, os índices de produção de lixo se tornaram exacerbadamente alarmantes, o qual é “maquiado” pela mídia aliada.           Entretanto, não trata-se “apenas” do consumo de produtos, mas também, a partir dessa relação, é criado um mercado cultural que fortalece ainda mais esse vínculo. O poder da mídia, na sociedade brasileira, é capaz de formar uma nova cultura atrelada a coisas efêmeras, supérfluas, de consumo e de estética.

Portanto, medidas são necessárias para que possamos nos tornar indivíduos cada vez mais críticos e que não sirvamos de cobaias das alienações que nos são pregadas diariamente. Parafraseando o escritor Paulo Freire: “a educação quando não é libertadora, o sonho do alienado é se tornar alienador”, a frase exprime o melhor caminho para combatermos essas alienações midiáticas: a educação. A escola tem papel fundamental na formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de receber uma informação, filtrá-la e, posteriormente, emitir um juízo de valor sobre as mesmas.