O poder de manipulação das mídias
Enviada em 03/11/2020
A Constituição Federal de 1988-fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã-assegura o direito de cultura e expressão aos brasileiros. Entretanto, percebe-se que a legislação não vem sendo cumprida, uma vez que a mídia controla o que é visto e expresso pelo povo, sendo assim, é necessário que os brasileiros reivindiquem seus direitos, de forma a efetiva-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a falta de informação ao público sobre as fake news; e, depois, a padronização dos costumes entre os brasileiros.
Primordialmente, o filósofo Rousseau citou que a falsidade tem uma infinidade de combinações, mas a verdade só tem uma maneira de ser. Dessa forma, percebe-se que as fake news, por serem falsificadas no momento de sua publicação, espalham-se rapidamente entre as redes sociais e aos usuários. Contudo, de forma a proceder com o problema em questão, as pessoas repassam as informações sem analisá-las, causando polêmicas e manipulando os pensamentos dos cidadãos.
Ademais, segundo o site Vermelho, uma pesquisa no ano de 2017 estimou que 60% dos brasileiros acreditam nas informações veiculadas pela mídia. Em suma, empresas e influenciadores digitais divulgam produtos e hábitos por todas as redes sociais, tornando o uso dos mesmos cobiçados por seus telespectadores. Para tanto, percebe-se que as redes sociais induzem a população a padrões e costumes sistemáticos, práticas que devem ser controladas ou não restará a cultura do povo do Brasil. Torna-se nítido, afinal, a necessidade de medidas precisas e detalhadas para se solucionar o empasse. Inicialmente, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, promover um aplicativo que ensine a reconhecer fake news. Tal programa pode ser criado e custeado por empresas e jornais com intuito de diminuir a problemática. Associado a isso, é notório também a necessidade de o mesmo Ministério realizar campanhas através de palestras em escolas, incentivando as famílias a manterem seus hábitos e tradições. Finalmente, os padrões incitados pelas mídias não causariam mais danos e o direito de cultura e expressão vindo da Constituição seria cumprido.