O poder de manipulação das mídias

Enviada em 13/09/2020

No filme “Coringa” de 2019, a sociedade de Gotham City começa sua revolta contra as autoridades vigentes, após a exposição que a mídia faz sobre um “justiceiro” que, supostamente, os ajudaria a cobrar o governo de seus direitos. Semelhante a isso, vê-se que a mídia possui uma grande influência na contemporaneidade, algo que pode ser extremamente prejudicial a população. Assim, percebe-se que essa manipulação midiática é intensificada pelo imediatismo dos cidadãos e pode ocasionar benefícios restritos a uma minoria.

Em primeira análise, o conforto do povo ao não procurar a credibilidade das notícias apresenta íntima relação com o problema. Segundo os sociólogos Adorno e Horkheimer, em suas teses sobre Indústria Cultural, a mídia produz bens de consumo com intuito de um amplo controle social. Com isso, se torna claro que a intenção dos noticiários é, especificamente, mostrar somente o que acham necessário que as pessoas saibam e, devido a cultura imediatista - a qual faz o cidadão querer tudo de forma rápida e simplificada -,  deixam de buscar a verdade por trás do que é passado.

Ademais, ao filtrar informações, os telejornais e programas de televisão favorecem apenas uma parcela da sociedade, impossibilitando a erradicação da parcialidade transmitida. Durante a ascensão do Nazismo na Alemanha, a mídia tinha o papel de caracterizar o regime e o ditador Hitler, como os ideais para o país e o mundo, noticiando os benefícios que tudo aquilo traria. Dessa forma, é notório que o método usado para a promoção de regimes totalitários, por exemplo, ainda é utilizado atualmente até mesmo fora de períodos eleitorais. Nesse viés, camadas específicas são favorecidas por conta da falsa propaganda midiática.

Verifica-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Para isso, faz-se imprescindível que o Estado, por intermédio de abordagens no conteúdo de ensino básico, incentive a leitura desde cedo para aprimorar o senso crítico dos futuros consumidores de jornais e programas televisivos. Logo, é importante que sociólogos e historiadores qualificados sejam contratados para ministrar aulas específicas sobre o assunto. Somente assim, a manipulação da mídia será minimizada e os cidadãos poderão acessar de maneira democrática e criteriosa as notícias e propagandas.