O poder de manipulação das mídias

Enviada em 25/10/2020

A Revolução Técnico-Científico-Informacional, que ocorreu na segunda metade do século XX, foi responsável pela inclusão da internet ao âmbito mundial e, essa, por sua vez, transformou hábitos antigos, como a propagação de notícias e informações, facilitada pelo processo. No entanto, apesar dos imensos benefícios, o universo online também abriu portas para uma mais fácil manipulação de falas, notícias e, consequentemente, da verdade, colocando em risco as democracias e os direitos básicos assegurados pelas mesmas. Esse contexto, disseminado principalmente nos meios virtuais, torna-se um potencializador da alienação populacional e implica no retrocesso de maneiras de governar, pensamento e de vivência.

A princípio, é preciso destacar como ocorre a prática da manipulação de verdade. Ao não gostarem de um acontecimento, bem como para sua proteção ou disseminação das próprias ideologias, os indivíduos utilizam-se majoritariamente das redes sociais para a propagação das “fake news” e distorção de fatos. Assim, segundo o filósofo Schopenhauer, os limites de visão de uma pessoa influenciam seu entendimento sobre o mundo e, nesse caso, o contato com essas falsas afirmações é responsável por limitar o entendimento individual e alterar suas premissas. Desse modo. em meio à diferentes notícias, órgãos oficiais acabam por perder sua credibilidade e, não obstante, a população segue em um caminho de invalidez informacional e restrição ideológica, causadores da alienação.

Por conseguinte, deve-se pontuar o modo que essas atitudes influenciam os cidadãos e governos democráticos. À maneira em que fatos e acontecimentos são distorcidos, as premissas da democracia vão sendo alteradas, como a liberdade. Apesar da existência da garantia do direito à liberdade previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada pela ONU, tal direito não é suficiente para impedir atitudes que modifiquem o exercício do livre acesso e pensamento dos indivíduos. Dessa forma, o controle informacional, ao exercer seu poder sobre o ser humano, além de privá-lo do conhecimento da verdade absoluta, pode tanto favorecer governos, quanto derrubá-los injustamente.       Destarte, é notória a necessidade de soluções sistêmicas para esse panorama. Portanto, cabe ao Governo Federal - entidade responsável pela manutenção das leis -, por intermédio do Ministério da Educação em parceria com seus veículos midiáticos, promover campanhas de conscientização acerca da propagação de falsas notícias e da manipulação, com o intuito de alertar e informar a nação sobre as consequências desses atos, além de incentivar o consumo de informações originárias de fontes confiáveis. Com essas medidas, será possível que os países evoluam sem retrocessos aos seus habitantes.