O poder de manipulação das mídias

Enviada em 09/04/2021

Os meios de comunicação foram essenciais para a ampliação do direito de liberdade de expressão e para um substancial avanço na participação política da população brasileira. Contudo, no Brasil contemporâneo, as mídias controlam, eventualmente, os comportamentos de parcelas da sociedade, o que compromete as garantias dos indivíduos e prejudica a capacidade crítica da população. Esse cenário dramático exige uma mudança nos meios de comunicação e uma atitude mais ostensiva de setores da administração pública para a proteção dos direitos individuais e da democracia.

Efetivamente, a mídia exerce influência sobre a sociedade, visto que os meios de comunicação são capazes de determinar o estilo de vida da população a partir da exposição de celebridades influentes e de formas de comportamento. Nessa perspectiva, segundo membros da Escola de Frankfurt, a mídia tende a controlar os indivíduos e a fabricar mentalidades. Essa teoria concebe os meios de comunicação como uma Indústria Cultural, a qual é responsável pela construção de mentalidades e de ideologias e pelo controle das massas. Diante disso, é importante ressaltar que a grande capacidade de manipulação da mídia no Brasil decorre do excessivo poder político e econômico que algumas famílias, proprietárias das redes de comunicação, detém. Nesse contexto, é essencial uma ampliação das redes televisas e jornalísticas para promover a liberdade de expressão e inibir a concentração das informações no País.

Ademais, ainda que os meios de comunicação tenham promovido a ampliação dos direitos civis no País, os grupos que constituem a restrita comunidade responsável pelo controle da redes televisivas nacionais representam uma séria ameaça à democracia, pois a mídia exerce grande influência nas decisões políticas e individuais. Acerca desse panorama, é essencial evidenciar a utilização do rádio durante o Estado Novo para manipular a mentalidade da sociedade, o que comprova a capacidade de manipulação pública e política da mídia. Esse panorama atesta a urgente necessidade de um maior empenho de setores do poder público para prevenir a submissão das instituições públicas ao controle midiático e para valorizar a imparcialidade dos meios de comunicação na Nação.

Portanto, cabe às escolas, à imprensa e às famílias criticarem e combaterem a concentração de poder das mídias brasileiras por meio, respectivamente, de debates, de documentários e de discussões, os quais são essenciais para o desenvolvimento de uma maior autonomia popular, com o intuito de promover a liberdade de expressão e, assim, proteger os direitos individuais. Outrossim, é dever do Estado combater a manipulação das instituições públicas pelos meios de comunicação para proteger a democracia brasileira.