O poder de manipulação das mídias

Enviada em 13/04/2021

Na obra 1984, do escritor britânico George Orwell, se defende uma tese de que: “Quem controla as informações do passado, controla o futuro”. Não longe da ficção, percebem - se aspectos semelhantes nos ideais que tangem a questão da manipulação das mídias atuais, tendo em vista o poder que estas exercem sobre a sociedade. Quem as controla, influencia no comportamento da comunidade e deforma a opinião própria desta.

É relevante relembrar, primeiramente, que o Brasil durante anos viveu sobre influência de mentiras propagadas por seus governadores, no intuito aliviar as manifestações contrárias a seus governos. Durante o período do Estado Novo (1937 – 1946), por exemplo, Getúlio Vargas criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que serviu como instrumento de censura para toda mídia, na época representada maioritariamente por jornais de papel e músicas, que para serem publicados, não podiam manifestar nenhuma opinião contrária ao governo. Desta forma, grande parte da população não estava exposta totalmente aos fatos e não desenvolvia opiniões quais pudessem causar conflitos.

Atrelada a esta perspectiva histórica, percebemos também que, atualmente a população não consegue ter uma visão ampla dos fatos e formular sozinha sua opinião, graças a quantidade de notícias e conteúdos midiáticos apresentados de forma totalmente digerida, ou até mesmo errônea. Uma pesquisa feita na América Latina, pela empresa de cybersegurança Kaspersky, afirma que 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma notícia falsa, concluindo assim que, população está sujeita a acreditar facilmente em qualquer coisa a qual está exposta, sem analisar notícias com senso crítico.

Observa-se, portanto que, o poder de manipulação das mídias sobre a sociedade é prejudicial a um desenvolvimento racional destas. Assim, propostas são necessárias a fim de promover uma sociedade mais analítica. Para que isso ocorra, a população deve pesquisar e consumir informações de fontes variadas, fazendo relações entre elas e suas concepções, para avaliação e melhor formação de seu próprio senso crítico. Com o intuito, assim, de que a sociedade em massa não seja manipulada por quem controla parte das informações.