O poder de manipulação das mídias

Enviada em 21/05/2021

A indubitável intervenção externa no campo midiático é aplicada amplamente na dinâmica social brasileira,primordialmente no regime imperial em 1808, através do controle informacional do jornal Correio Brasilienses, e progride sincronicamente ao avanço tecnocientífico da comunidade. Conseguintemente, a manipulação midiática contemporânea evidencia-se por meio de falácias virtuais e deturpações jornalísticas, que por sua vez geram prejuízos intrínsecos ao desenvolvimento social,a título de exemplo destaca-se a alienação cultural e passividade social.

A desregulamentação do meio virtual propicia a ação de grupos ideológicos,de cunho político,teórico ou econômico,acerca do controle de dados e disseminação axiomática de seus ideais.Tal exercício de poder é praticado,segundo os pensadores da Escola de Frankfurt-Max Horkheimer e Theodoro Adorno- através da massificação cultural,visto que a reificação midiática privilegia os valores e ambições de classes dominantes e oprime o povo.

Não obstante,a manipulação comportamental dos seres sociais fomenta danos intrínsecos à capacidade intelectual desses, acarretando a construção de comunidades culturalmente alienadas e consequentemente,passivas diante do cenário social.Dentro de tal contexto,o afamado seriado da Netflix “Condenados pela mídia” exibe a espetacularização dos indivíduos pelo controle de dados através da encenação da influência midiática sobre a opinião pública acerca do julgamento de supostos criminosos.

Em prol da necessidade de ruptura do processo cíclico de manipulação midiática,torna-se necessário que,cumprindo sua função social como instituição mediadora,o Conselho de Comunicação Social crie um sistema imparcial e eficiente de depuração informacional que,sob viés constitucional da Lei de Imprensa,assegure a veiculação de dados verídicos e eliminação de falácias argumentativas.Outrossim,projeta-se neutralidade midiática e consequente progresso intelectual do corpo social.