O poder de manipulação das mídias

Enviada em 08/09/2021

Com a Revolução Digital houve um aperfeiçoamento nos aparatos tecnológicos, disponibilizando para a sociedade novas formas midiáticas além do rádio e da televisão. Todavia, com esse advento, as informações começaram a serem transmitidas mais rápidas e abrangendo um maior número de pessoas, o que fortificou o poder de manipulação da mídia, causando enormes prejuízos psicossociais. Tal fato é perceptível, ora na alienação em massa, ora nos transtornos psicológicos causados pelas redes de noticiamento.

Em verdade, as mídias, ao reproduzirem o que lhes convém a um grande contigente, fomentam a formação de um cenário em que apenas aquelas ações expostas são tidas como verdade, inserindo um estado de alienação coletiva. Nessa perspectiva, estando os indivíduos vivendo socialmente sobre a prevalência do modelo de produção capitalista, onde os principais meios de informação em massa estão detidos no comando de uma parcela muito pequena da sociedade, há o noticiamento de demandas que atendem ao desejo da classe dominante. Dessa forma, os que configuram a classe dos dominados, maioria da população, acreditam, muitas vezes, no que favorece aos poderosos, ideia essa já defendida por Karl Marx, filósofo alemão, em sua teoria do Materialismo Histórico. Assim, a falta de criticidade e de busca por outras fontes de conhecimento ajudam a assegurar o sistema vigente, sendo essencial que a educação haja como promotora do esclarecimento crítico.

Outrossim, a manipulação da mídia, na qual os indivíduos são vítimas, corrobora a estados de instabilidade psicológica nas pessoas. Sob esse viés, quando Rousseau, filósofo suíço, afirma que o homem nasce livre, mas por toda a parte encontra-se acorrentado, é possível fazer uma nítida analogia aos meios midiáticos, que acorrentam seus telespectadores aos assuntos que estão sendo transmitidos, tornando-lhes dependentes daquela verdade. Desse jeito, buscam, intermitantemente, o que é propagado, e ao se frustarem, desenvolvem problemas como a depressão, podendo, até mesmo, cometerem suicídio.

Destarte, com intuito de mitigar os entraves supracitados, é mister que as instituições educativas, centros irradiadores do conhecimento crítico, instiguem a leitura, a busca por informações e o diálogo sobre os prejuízos causados pela mídia, por intermédio de rodas de conversas, bem como de palestras educativas, associadas a artifícios artísticos, como filmes e músicas, a fim de atenuar a alienação causada pela manipulação midiática. Ademais, é impreterível que o Governo expanda a assistência psicológica nas redes de ensino, com o fito de haver um maior suporte a juventude quanto aos problemas causados pelas informações influenciadas do meio midiático.