O poder de manipulação das mídias
Enviada em 08/09/2021
A série “Clickbait”, lançada pela Netflix, retrata a hitória de Nick Brewer, que tem sua vida ceifada após ser vítima da manipulação online. Fora da plataforma de streaming, é notório que a mídia - 4º poder - exerce uma influência, inúmeras vezes, nefasta sobre a população brasileira. Criação da Revolução Industrial, as mídias socias ganham, exponencialmente, espaço e poder de persuasão, gerando, frequentemente, alienação e acriticidade nos brasileiros, assim como representado na série.
Frente a esse cenário, é válido destacar que a Revolução Industrial lançou as mídias, que se difundiram de forma global, após a Guerra Fria, exercendo cada vez mais poder sobre a coletividade. De fato, segundo o Relatório Digital In 2019, a capacidade de penetração das mídias sociais, considerando toda a população brasileira é de aproximadamente 70%, o que ratifica o conceito de sociedade hiperconectada - recebe e repassa milhares de informações por minuto sem que haja um filtro - do filósofo tunisiano, Pierre Lévy. Nesse contexto, o corpo social do país é suscetível à manipulação, visto que o acesso à um campo vasto de dados, muitas vezes adulterados, é amplamente facilitado.
Como consequência do crescimento acelerado das mídias, a alienação torna-se presente. Nesse âmbito, os meios de comunicação em larga escala tem a possibilidade de moldar e direcionar as opiniões e ideias dos seus receptores, de modo a favorecer o predomínio dos ideais da classe hegemônica brasileira, assim como assegurava Adorno e Horkheimer. Dessa maneira, como grande parte da população brasileira não teve ou não tem acesso a uma educação midiática critica, dado o descaso governamental com esse problemática, o povo brasileiro se torna alvo perfeito para manipulação. Prova disso são as não raras manchetes sobre fake news, golpes pela internet e polarização ideológica.
Faz-se necessário, portanto, que medidas sejam tomadas visando mitigar os efeitos da manipulação midiática sobre a sociedade. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação realizar uma mundança na Base Curricular das Escolas, por meio do acréscimo de aulas práticas de educação midiática crítica, que almejem desenvolver nessa geração e nas gerações futuras o senso crítico e o protagonismo frente à tantas notícias e possibilidades ofertadas pela mídia, a fim de se evitar que assim como aconteceu com Nick Brenwer, a manipulação gerada pelas mídias, afete, irremediavelmente, o povo brasileiro.