O poder de manipulação das mídias
Enviada em 08/09/2021
“Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zweig para enaltecer não somente aspectos positivos da nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig convida o homem hodierno a uma importante missão: demonstrar o prejuízo da manipulação das mídias. Esse panorama cruel, suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público, quanto da sociedade com o fito de solucionar esse problema.
De fato, vale analisar a postura negligente do Estado, no que se refere ao poder de manipulação das mídias. A esse respeito, o filósofo Aristóteles afirmou, em sua obra Ética ‘‘A Nicômaco”, que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que a manipulação excessiva da mídia acaba corroborando o direito de igualdade social, pois as classes mais prejudicadas são as mais baixas, por não conseguirem ter acesso a todas as informações e tomar qualquer cognição como verdade.
Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Liquída’’, afirma que vivemos em tempos liquídos a qual sentimentos como empatia e respeito esvaem-se pelos vão dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamentos, a sociedade brasileira é marcada por traços de ignorância que contribuem na marginalização de pessoas no que se refere ao poder de manipulação das mídias.
Urge, pois, a união do binômio Arena Pública e Ministério da Cidadania a fim de desconstruir essa mazela. A priori, cabe as instituições de ensino acrescentarem nas escolas, aulas sobre as atualidades e notícias no mundo, promovendo cada vez mais informações. A posteriori, cabe ao corpo social, por meio de ficção engajada fundamentar órgãos de fiscalização de acordo com a qualidade das informações que são transmitidas para as pessoas.