O poder de manipulação das mídias

Enviada em 07/10/2021

O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige uma garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar o poder de manipulação das mídias, que é evidente no País, constata-se que esse benefício não tem sido pragmaticamente assegurado na prática. Com efeito, é necessário enunciar o aspecto sociocultural e a insuficiência legislativa como pilares essenciais da chaga.

Em primeira análise, torna-se evidente a influência do fator social. Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Émile Durkheim, uma sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo pode ser aplicada quando se observa que, por deturpação de informações na imprensa, o ponto de vista da comunidade sobre temas é desviado da realidade, vista a ênfase dada por pessoas de muita influência social sobre a temática. Consequentemente, grande parcela da população é prejudicada e o viés se agrava. Logo, discorrer criticamente acerca dessa temática é o primeiro passo para a consolidação de um País equânime.

Ademais, é cabível pontuar que a ineficácia das leis corrobora a persistência da vicissitude. A esse respeito, Aristóteles afirmou que o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadãos. Nessa lógica, a conjuntura vigente contrasta o ideal aristotélico, posto que o papel negativo da mídia na opinião popular no Estado brasileiro pode ser fruto da falta de políticas públicas e descumprimento da legislatura, a qual garante o direito à segurança a todos. Por conseguinte, os habitantes brasileiros têm seus privilégios violados. Assim, medidas necessárias para servir a fito de atenuar o revés.

Portanto, o debate acerca do poder de manipulação das mídias na sociedade brasileira é imprescindível para assegurar um nível de qualidade de vida satisfatório. Destarte, é imperativo que o Ministério dos Direitos Humanos - órgão máximo regulador dos direitos no País - agregue planos de combate à divulgação de informações falsas pelos veículos de imprensa às empresas do ramo, por meio de apoio financeiro, para que os empresários entrem em maior contato com a problemática, de modo a garantir a segurança de jovens e adultos. Além disso, urge que a mídia conceda espaço para a divulgação do assunto, com o objetivo de conscientizar consumidores seus. Feito isso, uma sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel,