O poder de manipulação das mídias

Enviada em 19/10/2021

A “Revolução técnico-científico-informacional” tem como principal característica a rápida propagação informacional por meio das novas tecnologias midiáticas, beneficiando a comunicação e a circução informativa. Contudo, na hodiernidade nacional, vê-se que essas tecnologias estão sendo usadas de forma a controlar o comportamento populacional, sendo necessário um debate sobre o poder manipulador mídia, impulsionado pela falta de direcionamento educacional e a filtração informativa.

Primeiramente, vale ressaltar que, segundo Kant, filósofo prussiano, o ser humano é o que a educação faz com ele. Sob essa pespectiva, a falta de direcionamento educacional sobre o poder persuasivo da mídia corrobora o processo de manipulação, uma vez que não há componentes curriculares nas instituições de ensino que visem fomentar o pensamento crítico acerca das informações divulgadas pela mídia, tornando a população mais suscetível à manipulação dessas tecnologias.

Ademais, vale salientar também que, no livro “1984”, de George Orwell, a mídia, representada por “teletelas”, tem a função de filtrar e divulgar informações tendenciosas. Fora da ficção, canais midiáticos também filtram informações, de modo à manipular o comportamento e as opiniões do público alvo, por meio de notícias falsas ou incompletas, o que pode gerar uma alienação populacional, como ocorre na obra de Orwell. Dessa forma, essa problemática reforça o poder de persuasão midiática.

Percebe-se, portanto, o poder de manipulação das mídias. Por isso, cabe ao Governo, na figura do Ministério da Educação, expandir o ensino sobre tecnologias midiáticas nas escolas nacionais, por meio da edição de novos componentes curriculares, como “Análise crítica das informações”, visando não só oferecer um direcionamento educacional, mas também elevar o pensamento crítico e, desse modo, diminuir o poder de manipulação da mídia pela educação, formando cidadãos mais criticos, como defende Kant.