O poder de manipulação das mídias
Enviada em 20/10/2021
No século XV, a imprensa foi criada por Gutenberg, o qual revolucionou a propagação de informações ao concretizar matérias que antes eram transmitidas oralmente. Em analogia, uma das consequências dessa invenção para a atualidade foi, posteriormente, a adaptação da mídia aos meios digitais, os quais, por meio da potencialidade de divulgar notícias, usa esse fato para homogeneizar comportamentos e, assim, manipular as pessoas. Desse modo, é viável analisar as consequências desse problema, como o uso desse meio comunicativo a favor dos interesses das empresas e da política. De início, deve-se pontuar que o consumo desenfreado atual é resultado do controle que as empresas fazem por meio da mídia. Nessa lógica, é válido rememorar a Indústria Cultural, idealizada pelos sociólogos Adorno e Horkheimer, a qual explica que a alienação das massas encontra seu mediador nos meios de comunicação, os quais propagam apenas ideias que gostariam que a maioria absorvesse. Em consequência, ao comparar essa prática com uma produção em série de produtos iguais, os pensadores relatam um acontecimento que acontecerá afrente a sua época, já que, através de propagandas e comerciais chamativas e apelativas que perseguem os consumidores na televisão e redes sociais atualmente, a homogeneização do comportamento consumista inconsciente nos brasileiros torna-se consequência dessa manipulação. Assim, nota-se que a falta da ciência sobre o controle comportamental das massas deve ser resolvido pela reeducação delas mesmas. Além disso, é fulcral pontuar a utilização desse meio para manter sob controle um ideal político. Nesse viés, pode-se exemplificar a atuação do órgão Departamento de Imprensa e Propaganda(DIP), especialmente criado pelo presidente Getúlio Vargas, com vistas a proibir a publicação de certas matérias e manter a visão positiva da população sobre a autoridade. Em consonância, mesmo passado anos desde o acontecimento, esse fato perdurou, visto que, mesmo sutilmente, diante do alto poder influenciador da mídia, a qual manipula ideias para favorecer uma intenção, alguns grupos sociais usam desse mecanismo para buscar apoio das massas ou manter os já alienados, já que estes não possuem educação digital o suficiente para serem imunes a controles ideológicos. Dessa forma, enquanto a população não tomar consciência da necessidade de refletir acerca das matérias que lê, mais indivíduos manipulados serão “produzidos em série”. Portanto, diante dos fatos discutidos, urge-se a necessidade de soluções no campo educacional. Para tal, é função do Ministério da Educação, como coordenador das escolas do país, reformular a modelo educativo da população brasileira, por meio da criação de cursos sobre educação digital abertos para o público em geral, especificamente gratuitos e realizados em ambientes de fácil acesso às pessoas das cidades, além da implementação nas escolas dessa nova disciplina. Isso tem o objetivo de reeducar mesmo quem já acabou a grade escolar e construir consumidores conscientes, bem como atuar nos jovens que estudam para formar, também, cidadãos que leem notícias de várias fontes e constroem suas próprias reflexões.