O poder de manipulação das mídias
Enviada em 20/10/2021
O advento da Revolução Industrial trouxe inúmeras transformações no comportamento das pessoas. Dentre os avanços, a comunicação se destaca como ferramenta de desenvolvimento e progresso. Contudo, considerando seu alto poder penetração da sociedade, seu mau uso pode servir de instrumento de dominação e manipulação.
Diante desse cenário, é necessário refletir sobre a mídia como objeto de manipulação ideológica. Presente em mais de 70% dos domicílios brasileiros, segundo o IBGE, a internet tem sido a maior formadora da consciência coletiva massificadora. Corrobora para essa abordagem, o uso do rádio na época varguista, em que a emissora fora utilizada para ressaltar o carisma do populista e de seu governo. Logo, o uso indiscriminado e acrítico das ferramentas digitais pode tirar a autonomia do pensamento crítico e formar “rebanhos apascentados” de pessoas sem opinião.
Ademais, é importante considerar o uso da mídia na manipulação de padrões de consumo da sociedade. Considerando que a crise de 1929 se deu pelo excesso de produção e falta de mercado consumidor, atualmente, a lógica é produzir a necessidade para que depois se invente o produto. Para isso, a mídia lança mão de dispositivos neuro-linguísticos que induzem ao consumismo desenfreado. Sendo assim, observa-se que o modelo de consumo está baseado na indústria cultural de massa que dita o que deve ser apropriado.
Fica clara, portanto, a necessidade de mudar esse paradigma. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de uma remodelagem da grade curricular, implementar uma metodologia de aprendizagem-ensino que desperte nos educandos um espírito investigador, crítico-reflexivo, a fim de que a sociedade saia da condição de sujeito alienado e possa agir a favor de sua própria libertação.