O poder de manipulação das mídias
Enviada em 25/10/2021
Sob o pensamento do cientista político Stevin Levitsk autocrátas eleitos mantém um verniz de democracia enquanto corroem a sua essência. E esses estadistas utilizam-se de veículos midiáticos para difundir as suas ideias e moldar a população conforme os seus interesses individuais. Nesse contexto, é preciso analisar o poder de manipulação das mídias no Brasil e as graves consequências resultates. Para isso, é indispensável debater a apropriação dos meios de comunicação de massa por sociedades políticas, assim como discutir o seu uso com base apenas no lucro e no proveito pessoal.
Em primeiro lugar, enfatiza-se a repugnante apropriação dos veículos midiáticos por famílias e associações partidárias. Nessa sentido se destaca a utilização da indústria cultural como base da lógica Nazista - no século XX - pois era necessário um veículo que lubridiasse, confirmasse e aplaudisse toda a atrocidade do extermínio de judeus cometido. Como o resultado foi ‘‘positivo’’ - comprovação disso foi a postura indiferente de um dos organizadores do Holocauto, Adolf Eichann, em seu julgamento- diversos grupos políticos passaram a investir na mídia e, assim, fazer com que a população fosse manipulada de acordo com seus interesses. Desse modo, é esclarecida a falência da democracia no Brasil, pois o seu funcionamento depende primordialmente do pensamento próprio dos cidadãos, o que não acontece.
Ademais, convém analisar o uso da mídia como um dos grandes incetivadores do consumismo exagerado com vistas ao lucro, prática repudiada por diversos orgãos de preservação ambiental. Isso porque, segundo a visão dos filósofos Adorno e Horkheiner, ela impõe uma noção ideólogica para que as pessoas tenham o consumo como ideal de vida, limitando seus horizontes e aspirações a posse de bens materiais. Sendo assim, mais lixo desnecessário é gerado e consequentemente mais poluição é produzida, o que impacta diretamente o futuro das próximas gerações. Logo, fica claro o decorrente uso negativo das mídias como forma de manipulação no país, em nome da renda e dos interesses próprios de uma menor parcela da sociedade.
Portanto, cabe ao Estado repensar sobre essa repugnante medida de uso da mídia como veículo de manipulação e, a partir disso, o Governo Federal deve traçar uma campanha de combate e fiscalização, a qual vise erradicar o uso da mídia como disseminador de manipulação da população, por meio de filtragens rigorosas e eficientes, com o objetivo de garantir o pensamento próprio dos cidadãos e, consequentemente, a democracia. O comando maior também deve supervisionar as propagandas difundidas pelo país que visam moldas a população de acordo com os seus interesses lucrativos, de modo a evitar essa prática insatisfatória.