O poder de manipulação das mídias
Enviada em 21/10/2021
Com o advento da Revolução Técnico-Científica a partir da década de 70, ocorreu uma massificação dos meios de comunicação, portanto, a mídia se tornou um dos principais agentes influenciadores da sociedade contemporânea. No entanto, atualmente, esse potencial de disseminação de informações massificadas é utilizado para a formação de valores e ideias distorcidos na sociedade atrelados ao consumismo, o que requer cada vez mais cautela na formação dos futuros cidadãos.
A priori, é necessário ressaltar o poder das redes sociais e como elas manipulam os requisitos, do jeito que bem entendido, influenciando nos padrões e princípios. Nesse sentido, se dá o pensamento do filósofo e pedagogo Mário Sérgio Cortella, com o conceito da “mídia como corpo docente”, no qual diz que a imprensa tanto educa como deseduca, tendo assim uma terceirização da educação. Sendo assim, vemos cada vez mais as pessoas sendo manipuladas pelas redes, seja para o bem ou para o mal, o que, consequentemente, muda o comportamento, a socialização, e, consequentemente, no futuro do indivíduo.
Outrossim, é válido ressaltar que as propagandas são capazes de influenciar o comportamento dos indivíduos. Nesse viés, os filósofos Adorno e Horkheimer, diretamente da Escola de Frankfurd, temos o conceito da “indústria cultural”, no qual diz que ela é a formadora da consciência coletiva massificada, ou seja, as pessoas viram refém do mercado, mesmo que ele seja efêmero. Desse modo, é nítido que as propagandas atuais são ainda mais eficientes graças à força das imagens em movimento, e, assim, os comercias concebem ideais associados à beleza, juventude e bens, como em propagandas de automóveis e cosméticos com atrizes e modelos famosas. Assim, cria-se uma pseudo-necessidade que, quando não satisfeita, gera frustração e, até mesmo, psicológicos.
Em síntese, são necessárias para conter o aumento do poder de manipulação das mídias. Portanto, a família, juntamente com a escola, deve trabalhar muito bem com as crianças, uma base educacional forte, através de projetos interdisciplinares, e constantes diálogos e debates sobre o assunto, a fim de que não sejam alienados pelas redes sociais e não haja uma mudança de comportamento e valores. Por outro lado, faz-se necessário que a família não exponha as crianças à mídia sem antes lhes oferecer uma base crítica mínima para diferenciar o útil do fútil, tornando-os adultos menos passíveis as influências midiáticas. Assim, não veremos mais a “indústria cultural” como formadora da consciência coletiva massificada, e sim as próprias pessoas.