O poder de manipulação das mídias
Enviada em 22/10/2021
O DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), foi o principal sistema de alienação social utilizado no governo de Getúlio Vargas, com o intuito de promover a figura do governante através dos meios de comunicação. Nesse contexto, ganha notoriedade, no Brasil, não diferentemente do período Varguista, o poder da manipulação nas mídias, visto que as novas tecnologias permitem o alcance de inúmeras pessoas em um curto intervalo de tempo e auxiliam na propagação informacional em todo país, contribuindo com a diminuição da criticidade do indivíduo.
Em primeira análise, cabe inferir que, conforme a teoria da ‘‘Banalização do Mal’’, alaborado pela escritora alemã Hannah Arendt, a sociedade tende a naturalizar ações consideradas errôneas. Nesse âmbito, evidencia-se, no território nacional, a problemática do meio midiático associado ao elevado alcance populacional, uma vez que a rápida difusão de conteúdos auxilia a imposição comportamental e a diminuição do desenvolvimento da criticidade individual, aspectos esses que são banalizados na contemporâneidade, corroboram com a desestruturação do bem-estar coletivo e favorecem o emolduramento informativo.
Em segunda análise, deve-se salientar que, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todos têm direito ao acesso informacional. Nessa perspectiva, é relevante, na nação brasileira, o impasse da manipulação midiática em conjuntura com a perpetuação informativa, já que, por alcancar a maior parte da regiões brasileiras, a mídia é utilizada de forma estratégica e tende a direcionar uma parcela dos indivíduos brasileiros a seguirem um comportamento pré-estabelecido.