O poder de manipulação das mídias
Enviada em 23/10/2021
A nova era da tecnologia, na qual a mídia é o mais importante meio de comunicação existente, pode trazer alguns malefícios para a população. Nessa perspectiva, o poder de manipulação das mídias é muito prejudicial para as pessoas, porém a sociedade não percebe que está sob o controle desse agente social. Dito isso, faz-se necessário analisar dois entraves acerca do óbice apresentado, que são a homogeneização dos conteúdos, e com isso, a alienação do público.
Primeiramente, é válido abordar que há uma repetição exacerbada dos conteúdos publicados pelos meios midiáticos, que tornam tudo mais fácil de ser consumido. Nesse sentido, segundo a teoria da “Indústria Cultural”, dos filósofos Adorno e Horkheimer, a mídia monopoliza, submete e aliena os espectadores, repetindo o mesmo material, mas de forma diferente, sendo assim, formadora da consciência coletiva massificada. Logo, percebe-se que a homogeneização dos produtos, como músicas e filmes, facilita a alienação do público.
Por conseguinte, cabe analisar a questão da alienação pela qual a população está submetida. Nessa conjuntura, vale citar a teoria da “Mídia como corpo docente”, do filósofo Mário Sérgio Cortella, que basicamente diz que há uma nova formadora de valores, hábitos, regras e normas ocupando o lugar das escolas. Com isso, vê-se que desde cedo as crianças têm contato com os meios midiáticos, que irão moldá-las com base naquilo que elas consomem, então, depois disso, o indivíduo já estará totalmente imerso no “mundo da mídia.”
Portanto, para que a mídia perca o poder de manipular a população, é preciso que a família, instituição responsável pela formação moral e ética dos indivíduos, monitore as crianças e jovens enquanto elas utilizam os meios midiáticos, por meio do estabelecimento de tempo de uso de aparelhos eletrônicos, da verificação da idade indicativa, para que as pessoas cresçam sem o controle da mídia sobre elas. Assim, elas poderão consumir qualquer conteúdo sem serem manipuladas.