O poder de manipulação das mídias

Enviada em 26/10/2021

Nada é mais exemplificador sobre o poder de manipulação das mídias do que o governo vargas no Brasil, ele existiu por mais de uma década graças a criação da falsa imagem de um presidente carismático e amigo do seu povo, o que diverge da realidade ditatorial vivenciada no período. Essa preocupante problemática permitiu a criação de uma sociedade alienada, que existe até os dias atuais. Sob tal óptica, é cabível analisar a padronização social ,como também inexistência da autonomia de pensamento.

A princípio, é importante afirmar que é criado um padrão de ideias. Isso acontece porque para manipular é necessário persuadir  uma grande quantidade de pessoas sobre o que devem pensar e como devem agir, sem que haja uma segunda ou terceira proposta que redirecione  as vítimas, uma vez que a colisão de convicções opostas proporciona um conflito que gera dúvidas e instiga o pensamento. Nesse sentindo, é certo que as mídias não desejam a iniciativa pensante , pois assim conseguem manter o seu poder intacto ao decidir sobre tudo , o que caracteriza a sociedade como massa de manobra.Por conseguinte, esse contexto faz referência à teoria da docialização dos corpos criada pelo filósofo Michel foucault, em que explana que os indivíduos são facilmente moldados , a partir de uma manipulação  cultural estratégica.

Outrossim, é válido ressaltar que não existe pensamentos livres na conjectura supracitada. Assim, é fato que a prisão intelectual é visível, já que as mídias atuam de maneira cruel durante a manipulação ao determinar os conteúdos a serem vistos ou não , pois é dessa forma que limitam o potencial imaginativo das pessoas  e atrapalham o desenvolvimentro cogntivo delas. Nessa perspectiva, a consequência de tal situação degradante são humanos presos em suas bolhas sociais, ou seja, extremamente egoístas, defensores de uma única verdade, formados de preconceitos e sem nenhuma empatia, o que afirma a notícia divulgada pelo jornal O Globo sobre a explosão de intolerância na contemporaneidade. Esse quadro patológico promove uma chaga social baseada na sociedade do ódio, que revela uma das faces mais peversas de uma nação em busca do avanço como o Brasil.

Infere-se, portanto, que o poder de manipulação das mídias é um infeliz óbice a ser superado. Para isso, é imprescindível que poder Legislatico crie leis eficientes não para limitar , mas sim expandir a atuação da mídia, a patir da exigência de abordagem de conteúdos diversificados que abordem a realidade, a fim de fugir da alienação dos cidadãos e conceder a oportunidade de tomarem decisões sozinhos. À visto disso, não será mais praticável a comparação entre um brasileiro e o corpo dócil descrito por Foucault.

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