O poder de manipulação das mídias
Enviada em 26/10/2021
No século XX, no período anterior a segunda guerra mundial, Hitler -com apoio do seu ministro da comunicação Joseph Goebbels- tinha rádios e jornais como grandes aliados e os usavam para propagar seus ideais políticos, garantindo apoio para suas terríveis atitudes. Dessa mesma forma, hoje, no Brasil, a mídia - uma das esferas formadoras do sujeito- possui um grande poder de manipulação. Sendo, portanto, capaz de padronizar comportamentos e consequentemente aumentar o controle sobre a população.
A princípio, o poder de manipulação das mídias na padronização comportamental se mostra eficaz, no Brasil, quando somado a falta de educação. Nesse sentido, segundo pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), somente 8% da população sabe ler e escrever de forma proficiente, ou seja, é capaz de formar senso crítico por associar conteúdos aprendidos com o cotidiando. Assim, a outra parcela se torna alvo fácil da indústria de massa- de acordo com a Escola de Frankfurt, é uma metodologia que estimula o consumo devido a padronização de preferências- e tem seu gostos predefinidos e redefinidos pelo mercado, que usa todos os meios de comunicação a fim de garantir maior alcance e, consequentemente, maior lucro.
Somado a isso, o controle de ideias e de comportamentos através da mídia se dá além da esfera econômica- com a massificação do consumo- , se expande para a esfera pessoal e ideológica. Haja vista a existência de um poder coercitivo social dotado de saberes e discursos mutáveis, que legitimam sua soberania e obediênica, o filósofo francês Michel Foucault fala que a sociedade sem capacidade crítica é docilizada. Posto isso, por meio de programas televisivos, filmes ou propagandas, a sociedade é estimulada com frequência a adotar certos tipos de postura, pois somente elas serão aceitas e trarão algum sentimento de pertencimento.
Portanto, para lidar melhor com o poder de manipulação das mídias, serão necessárias ações de outros poderes coercitivos sociais. Então, cabe ao Estado, por meio dos órgãos reguladores da mídia, estabelecer multas severas àqueles que estão fazendo propagandas excessivas e exagerando no recurso apelativo do gênero, porque, assim, a sociedade civil pode desatrelar a vontade da necessidade de possuir o produto. Além disso, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, aumentar na grade curricular das escolas as disciplinas de humanas, com aulas de recorte temático na racionalização das vontades e necessidade de senso crítico na sociedade capitalista, a fim de estimular a formação do senso crítico e diminuir as consequências da presença das mídias no cotidiano e a consequente manipulação do corpo civil.