O poder de manipulação das mídias
Enviada em 24/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retradado uma sociedade perfeita, na qual se padroniza pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o poder de manipulação das mídias no Brasil apresenta barreiras, as quais impedem a concretização dos planos de More. Nesse caso, cabe a nós analisarmos a negligência estatal e o papel do cidadão.
Primeiramente, é fulcral pontuar que o alto poder de influência das mídias deriva das baixas atuações dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, a mídia é um corpo docente, tendo em vista que hoje em dia, desde muito cedo as crianças assistem TV, sendo influenciadas por anos, sem ter poder de distinção do que é bom ou ruim, já que ainda são muito jovens para concluir se algo é de fato bom. Devido à falta de atuação do Estado, esse empecilho se faz presente nos dias atuais, provando que a mídia é um corpo docente, agindo de forma equivocada, já que os bebês ainda não tem capacidade de discernimento entre certo e errado. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o cidadão como promotor do problema. De acordo com Nelson Mandela, " A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo", ela é uma das bases mais relevantes para todas as mudanças sociais, a qual os indivíduos podem utilizar em benefício de todas as pessoas. Entretanto isso não ocorre na sociedade. Desse modo, podemos observar que o cidadão não se baseia na educação como forma de comportamento e opiniões, usufruindo para estes dois, a influência nele inserida pela mídia, causando consequências como a alienação, que consiste em que a pessoa deixe de acreditar nos fatos reais, para crer inteiramente na mídia. Logo, é intolerável que esse cenário continue perpetuando.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Para isso, é necessário que o governo coloque limite de idade para os desenhos, distinguindo por intermédio da maturidade geral da maioria das crianças, visando extinguir a má influência de desenhos violentos na sociedade. Além disso, é fundamental que ele conscientize o cidadão, por meio de palestras e campanhas midiáticas, as quais sejam realizadas em escolas e plataformas digitais, como Youtube e Instagram, instruindo o uso da educação como formadora do senso crítico, para que o indivíduo possa apresentar posturas e opiniões baseadas na realidade. Somente dessa forma podemos superar essa problemática no Brasil.