O poder de manipulação das mídias
Enviada em 25/10/2021
Percebe-se que ao longo dos anos as pessoas estão sendo mais manipuladas e um desses principais fatores são as mídias. Tal realidade é observada através da mudança de pensamento e comportamento dos cidadãos nas relações sociais ou em crenças pessoais e dentro da comunidade. Essa influência é dada a partir de propagandas, campanhas ou notícias as quais podem ter controle sob a mente do telespectador para que ele compre uma ideia importante na sociedade; porém, muitas vezes essa atitude não é identificada ou questionada. Sob esse viés, é necessário identificar as ferramentas usadas pelas tecnologias e mídias, afim de evitar que elas tenham o controle da população.
Em primeiro lugar, observa-se como a mídia adquire esse poder. Para que mídias como redes sociais ou televisão possam ter domínio físico e psicológico nas pessoas, utilizam de imagens, frases, contextos e até cores para chamar atenção sobre algum produto ou ideia. Em alguns casos, é possível que um cidadão associe um som ou música a uma marca ou propaganda, tomando conta do que fazem e pensam a partir de um gatilho. Como comprovado no documentário “O dilema das redes”, as notificações com sons individuais para cada rede social e cada ação dela tem poder de fazer com que o indivíduo queira saber o que está acontecendo, tornando-se preso àquela realidade involuntariamente. Tais ferramentas criam dependência e conseguem manipular as atitudes daqueles que usufruem delas.
Além disso, é fundamental discutir as consequências dessas manipulações. A partir da constância da propagação de um pensamento, é possível que ele “infiltre” na cabeça de um cidadão de forma mais natural e muitas vezes imperceptível; dessa forma, é capaz de mudar opiniões, pontos de vista e hábitos. Assim sendo, impactos como dificuldade de formar opiniões baseadas em argumentos próprios pela visão de mundo e consolidar boas relações sociais ou uma boa relação própria podem se tornar tarefas difíceis, tendo em vista o controle da mente e físico do ser humano. Logo, é preciso observar os limites individuais e se as mídias estão interferindo na vida de cada um ao extremo.
É perceptível, portanto, que o poder e a influência das mídias é dado pela própria população por meio de mecanismos tecnológicos e/ou psicológicos; de forma que aos poucos se tornou algo tão natural que atualmente não se enxerga como tal prática se instaurou no cotidiano dos cidadãos. Para evitar futuras falhas no sistema, cabe às Organizações Não Governamentais criar em parceria com a comunidade brasileira criar uma campanha por intermédio da tecnologia. Com o objetivo de criar avaliações individuais sobre o uso e desfruto das formas de comunicação, podendo criar limites de uso e auxiliar nas relações interpessoais e do indivíduo com ele mesmo. Assim, será possível garantir o bem-estar social onde todos se preocupam e cuidam uns dos outros vivendo bons vínculos e laços.