O poder de manipulação das mídias
Enviada em 25/10/2021
Joseph Goebbels foi o ministro da propaganda nazista durante o “Terceiro Reich” alemão, e afim de manipular as pessoas para propagar as ideias do regime o qual integrava, ele desenvolvido um “Modus Operandi” eficiente, como uma famosa máxima: “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade “. Mais de 70 após o fim do nazismo, essa estratégia continua sendo a forma mais efetiva de manipulação social, a qual foi adotada e adaptada pelo complexo de redes sociais do “Facebook”, como é explicitado no documentário “O Dilema das Redes”. Desse modo, duas linhas de frente são montadas, sendo elas: a individualização da persuasão e a formação de opinião.
Em primeiro plano, cabe afirmar que a principal adaptação das formas de manipulação de Goebbels para as dias atuais, é que hodiornamente existe uma individualização persuasiva. Pois, através das escolhas dos usuários da internet, vários algoritmos são montados com o propósito de personalizar a manipulação. Deste modo, as próximas “opções” que o usuário vai ter, serão de acordo com o perfil pessoal, que se repete exaustivamente a mesma coisa, até que o cidadão clique naquilo, o que anula o poder de decisão. Tais processos de acolhimento de dados e processamento de pessoal são o alvo de combate de Tristan Harris, que por sua vez, é um especialista na área de tecnologia e informação, o qual participou ativamente da criação de mecanismos, e ele afirma: “se alguém pode sair das redes sociais, que saia, pois se não será manipulado”.
Em segundo plano, vale ressaltar que o poder de manipulação das mídias estende-se para além dos desejos, e escolhas pessoais, caminhando para a formação de opinião. Ademais, essa é a forma mais explicita das consequências da indução midiática, uma vez que os algoritmos da internet os quais impõem informações, também formam opiniões políticas valendo-se do mesmo propósito: individualizar escolhas a fim de persuadir mais. Nesse caso, o propósito é gerar interações com conteúdo digital, a custo de qualquer coisa que impeça isso, como a capacidade de pensar por si só, que é trocada pela rentabilidade de compartilhamento de informações falsas, por exemplo. Analogamente, Goebbels faz uma mesma coisa durante uma ditadura nazista, ao compartilhar informações “rentáveis” repeditamente até que uma população passasse a repetir essa atitude.
Em sintese, fica claro que a mídia exerce um papel fundamental dentro da formação de opinião da população, e certamente, usa essa força com más intenções a fim de atender às expectativas que controlam o sistema dentro da internet. Para reverter isso, cabe às ONGs e a sociedade que atuem em conjunto pelo direito da posse de informações, o que deve ser realizado pelo Estado, afim de acabar com a manipulação da mente das pessoas, já que pensar é um direito constitucional.