O poder de manipulação das mídias
Enviada em 25/10/2021
Uma das funções da mídia, segundo o escritor Wolmer Ricardo Tavares, é “informar a sociedade, se ater aos fatos e formar opinião”, visando gerar “cidadãos conscientes e críticos”. No entanto, a imprensa ocidental, após o século XX, ultrapassou os limites desse conceito e se tornou ferramenta de convencimento de populações. Dessa forma, a manipulação de tais meios de comunicação pode trazer prejuízos irreparáveis às pessoas, como em ditaduras, e criação de conflitos entre as pessoas.
A princípio, um caso que evidencia o malefício causado por essa capacidade de dissuasão é o da Alemanha Nazista. Na época, Joseph Goebbels, um apoiador das ideias xenofóbicas e fanáticas de Adolf Hitler, foi quem liderou o Ministério da Propaganda. Ele ficou responsável não apenas por ela, mas também pela educação, formando opiniões, censurando dissidentes, acusando inocentes (os judeus, os homossexuais), selecionando informações enviesadas, ou seja, manipulando toda a população alemã, o que resultou na morte de cerca de 6 milhões de pessoas no Holocausto, sem contar os mortos pela Guerra.
Em segunda instância, além de prejuízos à vida, esse convencimento pode criar ou intensificar conflitos existentes entre ou nos países. Um exemplo disso foi o apoio, segundo o historiador Gilberto Cotrim, dos Estados Unidos a instaurações de ditaduras nos Estados latino-americanos, durante a Guerra Fria, baseando-se na hipótese de que isso os “salvaria” da suposta intervenção comunista. Nesse caso, foi bastante acentuada a cisão entre capitalismo e comunismo, porém, os efeitos colaterais foram os desrespeitos aos Direitos Humanos.
Portanto, é necessário combater à manipulação dos meios de comunicação. Para isso, os Estados devem realizar campanhas de informação e conscientização, por meio de palestras, oficinas, rodas de conversa nos meios digitais ou não, visando estender a todos pensamento crítico, evitando, assim, uma persuasão prejudicial. Dessa forma, serão evitados novos Holocaustos.