O poder de manipulação das mídias

Enviada em 18/01/2022

O livro “1984” de George Orwell retrata uma realidade distópica na qual as pessoas inseridas são monitoradas por uma uma tela que podem capturar imagens e dados. Na atualidade, entretanto, isso já ocorre com os celulares, que podem obter informações e filtrar o que é exibido para seus possuintes, de modo que a manipulação ocorre sem o indivíduo estar ciente disso. Esse fato, então, é decorrente da falta de criticismo que domina a população, e, que tem como consequência a interferência na opinião pública, decisões políticas e consumo. Logo, para que o poder de manipulação das mídias não se alastre ainda mais, medidas do âmbito da educação devem ser tomadas para uma sociedade mais consciente.

Em primeira instância, tem-se a falta de educação como um fator que contribui para que as mídias influenciem negativamente a população. Isso porque, em muitos casos, como no Brasil, a educação é negligenciada. Sobre isso, Paulo Freire, patrono da educação brasileira, discorre em seu livro “Pedagogia do oprimido”, sobre o poder que a educação tem de libertar o indivíduo das amarras da sociedade, que é o contrário do que acontece, pois ao dar preferência à educação baseada apenas no depósito de informações sem uso prático e criticidade, a educação não está cumprindo seu papel corretamente. Desse modo, é necessário que uma educação de qualidade seja disponibilizada a todos.

Ademais, as mídias possuem táticas de manipulação que funcionam diante da população mal instruída. De cordo com a pesquisa nacional Redes Sociais, Notícias Falsas e Privacidade na Internet, realizada pelo DataSenado, mais de 80% dos brasileiros afirmam que as redes sociais influenciam muito a opinião da população. Então, sabendo que possui a confiança das pessoas, empresas de grandes marcas e políticos usam esse artifício para manipular as informações de modo a conduzir uma decisão, tanto de compra como política. Dessa forma, cabe ao indivíduos filtrar as informações recebidas e se desprender da manipulação das mídias.

Diante disso, para que haja uma população sem controle midiático, a educação é a única solução. Por isso, as escolas devem oferecer uma educação que desenvolva o senso crítico de seus alunos, isso pode ser feito com a valorização da sociologia e filosofia, matérias que discorrem sobre assuntos sociais e existenciais, as quais expandem o campo de visão dos alunos. Além disso, livros, como “1984”, que trazem reflexões sobre o mundo contemporâneo, podem ser debatidos e trabalhados em sala de aula de modo a contribuir para a criticidade dos estudantes. É esperado, com isso, que a manipulação de informação não será mais uma problemática, de modo que a população estará instruída e crítica.