O poder de manipulação das mídias
Enviada em 01/08/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6°, o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal benefício não se tem evidenciado com ênfase, na prática, quando se observam os desafios do combate à manipulação da mídia na sociedade brasileira, dificultando, assim, a universalidade desse direito social tão importante. Diante dessa situação, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Nessa perspectiva, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para auxiliar nos desafios do combate à manipulação midiática na sociedade brasileira, como políticas públicas de combate à propagação de “fake news”. Nesse sentido, é importante salientar que diversos são os impactos gerados pela manipulação midiática no Brasil: divulagação de notícias distorcidas, manipulação da opinião pública, entre outros.Essa situação, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, o que lamentavelmente é evidente no Brasil.
Além disso, é fundamental destacar que a grande capacidade de disseminação de informações diversas dos meios de comunicação em massa moldam os indivíduos receptores. Esse fácil acesso à opiniões prontas torna o indivíduo passivo, submisso e acrítico, ou seja, um indivíduo incapaz de exercer seu papel democrático na sociedade. Vale salientar, ainda, que a manipulação midiática apresentou grande protagonismo durante a Segunda Guerra Mundial, sendo utilizada como meio para divulgação da superioridade da raça ariana. Logo, é inadmissível que esse cenário continue sendo uma realidade brasileira.
Percebe-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é
imprescindível que o governo federal, esfera de maior poder nacional,por meio da criação de políticas públicas, direcione verbas para a criação de órgãos especializados no combate à propagação de “fake news”, a fim de atenuar a manipulação midiática no país. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais empática, na qual o Estado cumpre o “contrato social”, como afirma John Locke.