O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros
Enviada em 27/08/2025
Na obra “Horizonte Perdido”, de James Hilton, é retratada uma sociedade livre de qualquer tipo de violência. Entretanto, fora da ficção, a realidade contemporânea está longe disso, haja vista os desafios da violência nos estádios de futebol no Brasil. Diante disso, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: a ineficácia das leis e a omissão estatal.
Em primeira análise, a ineficiência legislativa agrava essa situação. Desse modo, o Brasil possui diversas leis voltadas ao combate de diversos tipos de violência no esporte, como o Código Penal. Porém, o poder público não consegue garantir a paz durante esses eventos, na medida em que, conforme o site de notícias “G1”, o futebol é considerado o esporte com mais casos de confronto entre torcidas no Brasil. Nesse viés, segundo o sociólogo Gilberto Dimenstein, as leis brasileiras são perfeitas no papel, mas não conseguem garantir os direitos fundamentais de todos. Logo, é necessário que haja mudanças.
Além disso, a omissão do Estado colabora com o revés. Nesse sentido, as forças policiais que agem nos estádios não são capazes de barrar a entrada de objetos perigosos, como sinalizadores. Em vista disso, pode-se citar que, conforme o site de notícias “Folha de São Paulo”, em jogos com muitos torcedores na arquibancada, torna-se comum a entrada de pessoas sem passar por uma revista corporal detalhada e isso agrava a sensação de insegurança. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo Emille Durkhein, a obrigação do Estado é garantir o bem-estar social. Assim, é inaceitável que essa omissão ocorra.
Em suma, medidas são necessárias para a solução desse impasse. Portanto, o governo federal - instância máxima executiva - deverá criar um programa com a finalidade de promover a paz dentro dos estádios. Esse programa irá instalar detector de metais automáticos em todas as entradas de onde irá ocorrer o evento e todas as pessoas serão obrigadas a passar de forma individual pelo detector. Isso poderá ser feito por meio de parcerias com empresas de segurança privada. Por fim, a sociedade citada por James Hilton não será uma ficção.