O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros

Enviada em 08/09/2025

No Brasil, a violência acompanha a população desde a colonização brutal e a tardia abolição da escravidão, o que enraizou uma cultura de barbárie no país. Hoje, esse problema se manifesta em diversas esferas sociais, incluindo um espaço que deveria ser de lazer: o futebol. A violência entre torcidas organizadas reflete essa herança histórica e revela falhas na segurança esportiva, tornando-se necessária a adoção de medidas urgentes, como a de fiscalização e responsabilização dos clubes e autoridades.

Primeiramente, deve-se destacar o papel fundamental do Estado nessa problemática, tanto na condução jurídica no pós-conflito quanto na prevenção a esses episódios. A negligência em relação a segurança do evento esportivo e a falta de punição adequada para os agentes diretos do confronto explicitam essa conjuntura. Tal contexto provoca uma reflexão acerca da posição da máxima entidade governamental: seria apenas incompetência ou um projeto sistemático e arquitetado? Desde a Roma antiga, a política do pão e circo está instaurada em diversos lugares espalhados pelo mundo, a população foca todas as atenções em assuntos de menor importância, e no cenário analisado — literalmente se mata — enquanto os políticos, banqueiros e latifundiários, usufruem de seus privilégios.

Segundo o filósofo Karl Marx, a ideia dominante de uma época é a ideia da classe dominante. Na colonização, o europeu era o civilizado e superior ao indígena, assim como os senhores de escravos possuíam direito a ter pessoas como patrimônio, e hoje, a parcela menos capaz economicamente é a mais afetada. A luta de classes está presente em toda a história humana, quem está no poder o exerce verticalmente, muitas vezes em forma de violência, este atinge a parte menos favorecida e se ramifica horizontalmente.

Diante disso, é dever da população redirecionar o foco para o que realmente importa. Organizarem-se por meio de partidos e sindicatos, utilizar o direito de manifestações para melhoria da segurança em eventos esportivos e punições mais rigorosas aos autores, além disso, um projeto de lei em que 7% do orçamento do novo arcabouço fiscal será destinado a segurança pública. Dessa maneira, uma sociedade mais segura e igualitária será construída.