O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros
Enviada em 19/06/2024
“As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo”. Observa-se na frase de Stephen Hawking, físico teórico britânico, que as falhas persistentes no que tange ao cenário do combate à violência futebolística no Brasil são recorrentes pela falta de diálogo no corpo social moderno. Nesse prisma, percebe-se que a conjuntura é motivada pelo descaso estatal e pela omissão social, impasses esses constantes no aspecto coetâneo da Federação.
Em primeiro Âmbito, é fulcral salientar a insuficiente ação do Estado contra essa estigmatização. Nessa ótica, de acordo com o filosófo Maquiavel, o principal objetivo do governante é a manuntenção do poder e não a promoção do bem comum. Sob esse viés, há uma negligência do governo, com insuficientes ações conscientizadoras e de ajuda à realidade vivida nos estádios, pelo fato de que políticas públicas nesse sentido não garantem um amplo efetivo de votos aos políticos. Sobretudo, porque a população, em grande parte, não está preoucupada com a realidade vivida e, por isso, não vota, em governantes que tem como pauta ações em benefício desse grupo. Logo, é imprescíndivel que haja mudança.
Ademais, é importante destacar a culpa de parte da população à degradante situação dos estádios no País. Segundo a filósofa alemã, Hanna Arendt, em seu conceito de “Banalidade do Mal”, reflete sobre o processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornado-se alienados que ignoram problemas que atingem grupos minoritários. O conceito dela pode ser relacionado à estigmatização dos que sofrem de ataques no Brasil, na medida em que, pela falta de debates e informações acerca da realidade vivida, cria-se uma exclusão contra esse grupo e escassas medidas devem ser tomadas para alterar esse panorama.
Destarte, é necessário que essa situação seja dissolvida. Para isso, o governo, orgão responsável por garantir a condição e a existência de todos, deve investir em políticas de segurança adequada e apoio psicológico, por meio de investimentos, e pelo exercício das leis, a fim de sanar a violência existente no cotidiano desses grupos. Assim, a questão deixará de ser um problema do corpo social brasileiro.