O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros

Enviada em 21/06/2024

Aldous Huxluy defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada no problema da violência nos estádios de futebol brasileiros, visto que essa problemática é pouco aborda pela mídia e esquecida socialmente. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza no consumo excessivo de álcool e na inoperância da segurança pública no local.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para o consumo excessivo de álcool. Segundo as pesquisas da Universidade de Salgado e Oliveira, 76% dos casos de violência dentro dos estádios está direta ou indiretamente ligada ao uso excessivo de álcool. Assim, pode-se perceber um padrão onde o torcedor exagera no consumo, que leva a embriaguez e perda dos sentidos, facilitando a irritabilidade e tornando o cenário propicio a violência.

Em paralelo, a inoperância da segurança pública no local é um entrave que tange o problema. De acordo com Tomas Hobbes no clássico Leviatã: “A função mais importante do Estado é promover a segurança”. Porém, não é isso que encontramos nos estádios de futebol no Brasil. O Estado não tem mão de obra suficiente e nem preparo para comportar os eventos de futebol, logo por mais que tente apaziguar uma briga ou outra, falta instrução e pessoas qualificas no local para impedir que a violência tome forma o que torna impossível assegurar a segurança de todos no local.

Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas para a resolução da problemática. Para isso, o Governo Federal, como instância máxima do poder executivo, deve elaborar um plano de investimento juntamente com o Ministério da segurança pública, por meio de uma ação conjunta com os Governadores para investir em mais segurança nos estádios, contratando mais pessoas e dando cursos qualificatórios de como agir em momentos de picos de brigas. A fim de absorver as consequências positivas da segurança nos estádios do Brasil. Assim, assegurar que o Estado, como Tomas Hobbes previu, cumpre sua principal função de assegurar seus moradores.