O problema da violência nos estádios de futebol brasileiros

Enviada em 26/07/2024

A partida de semifinal entre Uruguai e Colômbia, na Copa América de 2024, foi marcada por violência dentro e fora dos gramados. Analogamente, no Brasil, a situação não é diferente e reflete o problema da violência nos estádios de futebol brasileiros. Nesse contexto, de acordo com a Universidade Salgado de Oliveira, em 2013 ocorreram 30 mortes em jogos do Campeonato Brasileiro, por exemplo. Nesse sentido, é importante analisar a causas desse cenário alarmante: A omissão governamental e a cultura de rivalidade entre torcidas.

Primordialmente, é fulcral pontuar o papel do governo nessa situação preocupante. Nesse sentido, de acordo com Thomas Hobbes, filósofo britânico, o papel do Estado é garantir o bem-estar social dos seus cidadãos. Contudo, no Brasil, a falta de leis que punam efetivamente e de forma mais rígida os envolvidos nos atos de violência permite que o problema persista, pois isso dá margem para que criminosos ajam com impunidade, sabendo que as consequências são mínimas. Dessa forma, se opondo aos ideais de Hobbes, o Estado não cumpre a sua função e contribui para a continuidade do imbróglio.

Além disso, a forte cultura de rivalidade entre as torcidas de futebol é um fator importante a ser discutido. Sob esse viés, Durkheim define o fato social como uma consciência coletiva capaz de sobrepor qualquer consciência individual. Analogamente, torcedores de times rivais, influenciados por um pensamento de rivalidade coletivo, enxergam a outra torcida como inimiga e não como pessoas que compartilham o amor pelo futebol. Por conseguinte, essa visão distorcida contribui para a permanência da violência nos estádios, expressando essa rivalidade de forma agressiva.

Logo, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do óbice. Portanto, urge que o Governo Federal, como garantidor do direitos individuais, por meio da criação do programa “Paz Nos Estádios”, crie leis mais rígidas e campanhas publicitárias direcionadas aos torcedores, com o intuito de punir efetivamente os infratores e mudar o pensamento coletivo e cultural de rivalidade entre as torcidas, respectivamente. Assim, atenuar-se-ão, em médio e longo prazo, os impactos nocivos do problema e o Estado agirá conforme as ideias de Hobbes.